Os números de subsídios pagos pela Segurança Social devido à COVID-19 e a quem ficou sujeito a quarentena obrigatória em resultado de contacto de risco com casos positivos mais que duplicou em Novembro, mês marcado por uma forte aceleração das infecções e de imposição de maiores restrições em resultado da pandemia, adianta o Dinheiro Vivo.
No último mês, os subsídios pagos ao abrigo do regime de apoio em situações de tuberculose – que se aplica aos casos de isolamento profilático por contacto de risco com alguém infectado com o novo coronavírus quando não é possível o teletrabalho, mas também a casos positivos que desenvolveram a doença – escalaram 154%, atingindo 72 235, indicam estatísticas da Segurança Social publicadas nesta segunda-feira.
A publicação revela que o número de Novembro é o mais elevado até aqui e compara com apenas 28 413 subsídios pagos em Outubro – e com apenas 377 há um ano, antes da chegada da pandemia.
Segundo os dados da Segurança Social, a maior parte dos beneficiários consiste em trabalhadores por conta de outrem e trabalhadores do serviço doméstico, num total de 69 417 beneficiários (27 427 em Outubro). Já os trabalhadores independentes com acesso aos subsídios foram em novembro 2818 (eram 986 em Outubro).
Além dos subsídios relacionados com a COVID-19, a Segurança Social pagou também apoios a 153 787 beneficiários com outras doenças, num crescimento de 6% em termos mensais, mas 4% abaixo dos valores de um ano antes.
De acordo com o Dinheiro Vivo, desde Março, foram pagos 239 928 subsídios associados à COVID-19.
O subsídio por isolamento profilático e o subsídio por doença relativo à COVID-19 asseguram o pagamento a 100% da retribuição líquida a quem fica impedido de trabalhar. O primeiro tem a duração de 14 dias, e o último pode ir até aos 28 dias (os doentes ficam depois enquadrados no regime geral do subsídio de doença, com cortes na remuneração). Ambos são pagos sem tempo de espera – ou seja, desde o primeiro dia de quarentena ou doença.














