Sumol+Compal sobe salário base para 730 euros e retribuição mínima de referência para 920 euros

Human Resources com Lusa
25 de Março 2022 | 10:40

A Sumol+Compal aumentou o salário base para 730 euros e a retribuição mínima de referência para 920 euros, salientando que «a política salarial da empresa sempre foi ter um salário de entrada superior ao salário mínimo nacional».

Num comunicado divulgado, a empresa anunciou «a actualização da sua retribuição mínima de referência para o primeiro nível funcional para 920 euros», valor que «inclui a remuneração base, actualizada para um mínimo de 730 euros, o subsídio de refeição e o prémio de produtividade».

«No caso dos colaboradores que trabalham em regime de turnos, esta retribuição mínima será de 970 euros, à qual acrescerá a retribuição referente ao trabalho noturno», precisa.

Segundo sustenta a Sumol+Compal, «historicamente, a política salarial da empresa sempre foi a de ter um salário de entrada superior ao salário mínimo nacional e esta actualização cumpre o mesmo desígnio».

A empresa destaca ainda oferecer «a todos os seus colaboradores um conjunto alargado de benefícios que incluem, entre outros, seguro de saúde para o próprio e extensível ao agregado familiar, seguro de vida e de acidentes pessoais».

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«Por outro lado, a empresa tem vindo a apostar cada vez mais na valorização profissional dos seus colaboradores, tendo criado uma academia interna, a Academia Sumol+Compal, que garante um plano de formação ao longo da carreira e a actualização de práticas e novas competências para todos os colaboradores», acrescenta.

Os trabalhadores da Sumol+Compal realizaram duas greves nos últimos meses, em Julho do ano passado e em Janeiro deste ano, alegando «intransigência» da administração perante reivindicações como reformulação da tabela salarial e perspectivas de progressão na carreira.

Segundo referiu, então, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos (SINTAB), os trabalhadores reivindicavam a «reformulação do escalonamento da tabela salarial, quase totalmente absorvida pelo SMN [salário mínimo nacional], e a implementação de perspectivas de progressão de carreira».

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Na Carta Reivindicativa aprovada em novembro do ano passada, era pedida uma valorização do vencimento base em 150 euros, para todos os trabalhadores, para inverter a perda do poder de compra ocorrida na última década, a actualização do subsídio de turno para 25% do salário base, bem como das horas noturnas (de 27,5% para 35% e de 39% para 50%) e do subsídio de refeição para 7,5 euros.

Por outro lado, os trabalhadores reclamavam a adopção de «um sistema de diuturnidades, assente em seis escalões, em que cada escalão represente a permanência de cinco anos na mesma função», e uma valorização salarial acessória de 50 euros em cada diuturnidade.

Outras reivindicações eram a implementação de 25 dias de férias sem penalizações e a redução faseada da carga semanal para 35 horas, «possibilitando aos trabalhadores a melhoria de qualidade da sua vida familiar, conciliando-a com a sua vida profissional, contribuindo para a melhoria dos índices de produtividade da empresa», lia-se no documento.

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