Com mais de 100 anos, o Super Bock Group alia tradição, inovação e adaptação, apostando no desenvolvimento das pessoas, num ambiente colaborativo e numa forte vivência dos valores da marca.
Num mercado cada vez mais desafiante e competitivo na atracção e retenção de talento, o Employer Branding assume, actualmente, um papel estratégico na Gestão de Pessoas. No Super Bock Group, esta abordagem assenta na coerência entre aquilo que a empresa comunica e a experiência real dos seus colaboradores, aliando o peso de uma história com mais de 130 anos a uma cultura de inovação, desenvolvimento e qualidade de vida.
Com marcas icónicas como Super Bock, Carlsberg, Pedras Salgadas, Vitalis, Somersby ou Snappy e Guaraná Brasil, o Super Bock Group tem vindo a consolidar a sua posição enquanto empregador de referência, sustentando essa estratégia numa proposta de valor alinhada com a sua cultura organizacional. Para Pedro Ribeiro, director-geral de Talento, a força da marca empregadora nasce, precisamente, da capacidade de equilibrar tradição e mudança. «O Super Bock Group posiciona-se como um empregador que conjuga a solidez de um grupo com mais de 130 anos de história com uma forte capacidade de inovação e adaptação a um mercado em constante transformação.»
Para o responsável de Talento, actuar num sector dinâmico, com marcas líderes e reconhecidas, permite ao grupo proporcionar experiências profissionais diversificadas, exigentes e com impacto real. Essa realidade, explica, é reforçada por uma proposta consistente de desenvolvimento, por um ambiente colaborativo e pela vivência efectiva dos valores da organização.
Nos últimos anos, o Employer Branding deixou, no entanto, de estar concentrado apenas na comunicação externa e passou a integrar toda a jornada do colaborador. Hoje, está presente desde a atracção de talento até às políticas de desenvolvimento, bem-estar e retenção. «O Employer Branding é hoje um pilar estruturante da estratégia de pessoas do Super Bock Group. Evoluiu de uma abordagem mais focada na comunicação para um conceito integrado, profundamente ligado à experiência real dos colaboradores », sublinha Pedro Ribeiro.
O valor da ambição e confiança nas pessoas
Enquanto empregador, o Super Bock Group procura comunicar atributos que reflectem a sua identidade e a cultura vivida no dia-a-dia da empresa, assente nos valores da marca: ambição, superação e confiança nas pessoas. A ambição traduz-se na actuação num mercado exigente, onde existe espaço para crescer, inovar e assumir novos desafios. Já a superação, adianta Pedro Ribeiro, está presente na procura constante pela excelência, na valorização do desempenho e na aposta no desenvolvimento contínuo. Por fim, a confiança nas pessoas revela-se num ambiente de trabalho próximo, colaborativo e humano.
Esta ligação é reforçada pelo orgulho nas próprias marcas e pela forma como esse factor influencia o envolvimento das equipas. Segundo o director-geral de Talento do Super Bock Group, essa relação emocional é uma das dimensões mais distintivas da experiência interna. «Viver as nossas marcas é motivo de orgulho e essa paixão é visível no dia-a-dia das equipas, na forma como colaboramos, aprendemos e impactamos positivamente o nosso sector», destaca.
Cultura organizacional que se vive na prática
A proposta de valor do Super Bock Group não se limita ao discurso institucional. De acordo com o mesmo responsável, a cultura organizacional traduz-se em iniciativas concretas que procuram tornar tangível a experiência de trabalhar na empresa. Entre elas está o programa “Feel Super”, focado no bem-estar dos colaboradores, bem como o acesso a plataformas de aprendizagem como a Coursera, programas estruturados de liderança e iniciativas como o “Innovation Time Off”, que promovem autonomia e inovação.
Por outro lado, a mentoria interna e a colaboração intergeracional reforçam a partilha de conhecimento e o sentimento de pertença entre colaboradores, enquanto momentos de celebração interna, programas de reconhecimento e activações das marcas fortalecem igualmente o orgulho e a ligação emocional à organização. «A cultura autêntica do Super Bock Group reflecte-se em práticas consistentes que tornam tangível a nossa proposta enquanto empregador», reforça Pedro Ribeiro.
Esta lógica de proximidade e desenvolvimento contínuo responde também às expectativas das novas gerações de profissionais, que chegam à empresa e que valorizam cada vez mais o sentido de propósito, a flexibilidade e a própria autonomia. No entanto, o grupo não abdica do ADN que o caracteriza. «O orgulho na nossa história convive com uma aposta clara na inovação, na digitalização, na flexibilidade e no foco no desenvolvimento pessoal e profissional, mas […] sem abdicar da identidade que nos distingue enquanto grupo.»
Colaboradores: os melhores embaixadores
Na construção da marca empregadora, os próprios colaboradores assumem um papel central como representantes e verdadeiros embaixadores da empresa. São eles que, através da experiência diária, validam – ou não – a promessa feita pela organização. «Acreditamos numa cultura de confiança e autenticidade, onde a partilha de experiências, formais ou informais, reforça a credibilidade do posicionamento enquanto empregador», enaltece Pedro Ribeiro.
A comunicação da proposta de valor é, nesse sentido, feita através de uma estratégia multicanal e segmentada. A proximidade ao talento jovem concretiza-se sobretudo através de parcerias com universidades, feiras de emprego, programas de estágio e iniciativas de integração. Já internamente, a ligação é reforçada por canais como a intranet, newsletters, TV corporativa, eventos temáticos e momentos de contacto directo com as equipas. Na visão de Pedro Ribeiro, «estes formatos permitem uma comunicação consistente, acessível e alinhada com diferentes públicos e contextos».
Mais do que atrair talento, o objectivo passa por garantir coerência entre identidade, cultura e experiência real. Num tempo em que os profissionais escolhem empresas não apenas pelo salário, mas também pelo propósito e pela qualidade da experiência que oferecem, o Employer Branding tornou-se uma extensão natural da estratégia de pessoas e uma vantagem competitiva decisiva. «Os colaboradores têm um papel central. São eles que, no dia-a-dia, melhor traduzem a cultura, os valores e a experiência real de trabalhar no Super Bock Group», adianta Pedro Ribeiro.
Reforçar uma cultura inclusiva
No Super Bock Group, o Employer Branding é também acompanhado através de indicadores que permitem perceber o impacto real das iniciativas implementadas. Embora não existam métricas só dedicadas a esta área, a empresa acompanha sinais concretos ligados à atracção, engagement e retenção de talento. «Utilizamos indicadores indirectos, como a atractividade dos programas de jovens talentos, o volume e qualidade das candidaturas, o interesse gerado em eventos de recrutamento e o feedback recolhido nos inquéritos de engagement», explica Pedro Ribeiro.
Estes dados permitem avaliar percepções, identificar tendências e ajustar práticas de forma contínua, garantindo que a proposta de valor enquanto empregador se mantém relevante e alinhada com as expectativas dos profissionais.
Nesta estratégia, temas como diversidade, inclusão e bem-estar assumem um papel central, e a empresa promove acções de formação transversais sobre o tema, com destaque para o programa “Choose 2Include”, que procura sensibilizar e capacitar as equipas para uma cultura mais consciente, respeitadora e inclusiva.
A esta dimensão soma-se uma forte aposta no bem-estar dos colaboradores, materializada em programas estruturados que promovem saúde, equilíbrio e qualidade de vida, factores que contribuem para a retenção de talento.
Segundo o responsável, esta consistência reflecte-se numa baixa taxa de turnover e numa elevada retenção de colaboradores com potencial de evolução. «Este resultado está associado a uma proposta de valor clara e coerente, assente no desenvolvimento contínuo, na mobilidade interna, no bem-estar e numa cultura próxima e autêntica», defende.
Num contexto marcado pela digitalização, por novas expectativas de flexibilidade e por diferentes necessidades geracionais, o desafio passa por manter essa proposta de valor consistente sem perder a identidade da organização. «A gestão da marca empregadora exige um equilíbrio contínuo entre adaptação às novas formas de trabalho e preservação da cultura organizacional», sublinha Pedro Ribeiro.
Olhando para o futuro, a prioridade passa por continuar a investir em programas e iniciativas que promovam crescimento, desenvolvimento e bem-estar, consolidando uma cultura onde cada pessoa se sinta respeitada, desafiada e inspirada. «O nosso objectivo é simples, mas ambicioso: afirmar-nos como a escolha natural de quem procura não apenas um emprego, mas uma experiência consistente de aprendizagem, evolução e realização profissional», remata Pedro Ribeiro.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Employer Branding”, publicado na edição de Maio (n.º 185) da Human Resources.
Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.














