Susana Silva, El Corte Inglés. Liderar equipas: Múltiplas facetas, um propósito

Human Resources
11 de Julho 2025 | 14:00
Susana Silva, El Corte Inglés. Liderar equipas: Múltiplas facetas, um propósito

Num mundo em aceleração, marcado pela transformação digital, liderar equipas tornou-se mais desafiante e mais necessário do que nunca. A tecnologia muda processos, automatiza tarefas, reinventa rotinas. Mas há algo que não pode ser digitalizado: as pessoas.

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Por Susana Silva, directora de Pessoas do El Corte Inglés Portugal

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Hoje, os líderes não são apenas gestores de tarefas ou transmissores de ordens. São facilitadores da mudança, pontos de referência em contextos incertos e, sobretudo, cuidadores das suas equipas. A liderança ganha novas facetas: é estratégica, emocional, adaptável e, acima de tudo, humana.

A digitalização traz consigo ganhos de eficiência, rapidez e acesso à informação. Porém, também exige das equipas uma enorme capacidade de adaptação. Ferramentas mudam, funções evoluem e, muitas vezes, há insegurança sobre o futuro. Cabe aos líderes criar um ambiente seguro, onde cada pessoa se sinta apoiada, escutada e parte do processo.

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Mais do que nunca, é preciso uma liderança empática, que saiba reconhecer sinais de stress, lidar com o medo da mudança e transformar dúvidas em oportunidades de crescimento. Um bom líder é hoje, também, um mediador entre tecnologia e pessoas, alguém que garante que a inovação não desumaniza, mas valoriza.

As equipas precisam de direcção, mas também de inspiração. Precisam de clareza, mas igualmente de escuta. E precisam de líderes que saibam equilibrar todas essas dimensões, ao mesmo tempo que gerem KPI (key performance indicators), adoptam novas plataformas e respondem às exigências de um mercado em constante mutação.

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Este novo contexto torna essencial que os líderes desenvolvam competências híbridas: técnicas e relacionais, analíticas e emocionais. Já não basta dominar ferramentas ou conhecer indicadores, é preciso saber comunicar com empatia, dar feedback construtivo, gerir a diversidade e liderar pelo exemplo. A digitalização não substitui o papel das lideranças, pelo contrário, reforça-o.

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Automatizam-se processos, mas o sentido de pertença, o compromisso e a cultura continuam a nascer do contacto humano. E é o líder quem define o tom, o ambiente e a energia da equipa.

Por isso, investir no desenvolvimento dos líderes que têm equipas é uma prioridade estratégica. Formações, programas de mentoria e espaços de escuta são essenciais para preparar líderes capazes de enfrentar as exigências tecnológicas sem perder o foco nas pessoas.

Liderar equipas em tempos digitais é mais complexo, mas também mais impactante. É saber mudar processos sem perder o lado humano. É ter várias facetas, técnica, humana, emocional, e saber usá-las com equilíbrio. Porque mesmo num mundo digital, são as pessoas que fazem a diferença.

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Este artigo foi publicado na edição de Junho (nº. 174) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

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