Sustentabilidade já guia decisão estratégica em quase 80% das grandes empresas e 68% das PME em Portugal

Margarida Lopes
17 de Março 2026 | 10:10

De acordo com o quarto Relatório do Observatório dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) nas Empresas Portuguesas da Católica Lisbon School of Business & Economics, 76,8% das Grandes Empresas (GEs) e 67,8% das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) afirmam que os ODS que consideram mais estratégicos servem agora como suporte directo à decisão da gestão.

 

O tecido empresarial português associa, de forma inequívoca, o desempenho sustentável ao sucesso comercial, já que 96,4% das Grandes Empresas e 82,6% das PMEs concordam que a sustentabilidade melhora substancialmente a sua competitividade no mercado. Aliás, 80,3% das GEs e 61,9% das PMEs admitem que a sustentabilidade já alterou (ou está a alterar) a forma como operam e geram valor.

Ao mesmo tempo, 69% das empresas portuguesas já têm os ODS “totalmente ou bastante” incorporados na sua estratégia corporativa. Nas Grandes Empresas, este alinhamento é quase unânime, com 98% a considerarem fundamental esta integração.

Embora Portugal mantenha um desempenho elevado em termos comparativos internacionais, ocupando a 20.ª posição no Sustainable Development Report 2025, o Observatório alerta para a necessidade de acelerar o passo. A nível global, apenas 17% das metas dos ODS estão actualmente numa trajectória favorável, e nenhum dos 17 objectivos está no caminho certo para ser plenamente alcançado até 2030.

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O quarto Relatório do Observatório dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentáveis (ODS) nas Empresas Portuguesas, encerra o primeiro ciclo de trabalho (2022-2025) e revela que a Agenda 2030, corporizada nos 17 ODS e suas metas, atingiu um patamar de maturidade inédito na gestão corporativa nacional.

O relatório deste ano traz dois estudos. O primeiro, um benchmarking internacional sobre o setor da banca e serviços financeiros, analisa o papel do sector da banca e dos serviços financeiros na implementação da Agenda 2030, destacando a sua influência através do financiamento, da gestão de riscos e da orientação do capital. Segundo dados da UNEP FI 2025, bancos signatários dos Princípios para a Banca Responsável (PRB) apresentam, em média, um custo de capital cerca de 1% inferior face aos não signatários.

O segundo estudo analisa a relevância da incorporação dos ODS na estratégia e nos Relatórios de Sustentabilidade, no contexto da implementação das diretivas de reporte de sustentabilidade da UE (CSRD).

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O Center for Responsible Business & Leadership, da Católica Lisbon School of Business & Economics, vai apresentar no próximo dia 20 de Março, às 14h00, no Auditório 511, da Católica-Lisbolink.

Ao encerrar este ciclo, o Observatório consolida um legado de cerca de 200 boas práticas partilhadas e anuncia o lançamento da sua próxima fase. O segundopCiclo (2026-2029) terá como prioridade o apoio operacional às empresas para a conclusão das metas até 2030 e o início da reflexão estratégica sobre a Agenda 2050, antecipando o futuro do desenvolvimento sustentável pós-Agenda 2030.

Lançado em 2021, o Observatório monitoriza a integração dos ODS no tecido empresarial português, promovendo o conhecimento e a partilha de soluções práticas para alinhar a estratégia empresarial com o planeta e a justiça social.

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