Tabaqueira doa viatura e dois cães-polícia à GNR para apoiar combate ao comércio ilícito de tabaco

A Guarda Nacional Republicana (GNR) recebeu uma nova viatura operacional e dois cães-polícia especializados na detecção de produtos de tabaco, doados pela Tabaqueira ao abrigo do Protocolo de Cooperação existente entre as duas entidades para a prevenção e o combate ao comércio ilícito.

Margarida Lopes
15 de Setembro 2026 | 16:40
Tabaqueira doa viatura e dois cães-polícia à GNR para apoiar combate ao comércio ilícito de tabaco

A cerimónia de entrega, que decorreu no quartel da Unidade de Intervenção da GNR na Pontinha, em Lisboa, incluiu a apresentação da viatura e das suas valências, a entrega das chaves à Secção Cinotécnica do Comando Territorial do Porto e uma demonstração cinotécnica com as duplas compostas por militares tratadores, ou handlers, e os respectivos cães de trabalho especializados na deteção de tabaco.

Escolha a Human Resources como fonte preferida no Google Escolher ›

Os novos cães-polícia têm o nome de “Rola” e “Remi”, ambos da raça Pastor Holandês, sendo especificamente treinados para detectar o odor de produtos de tabaco e passam a fazer dupla com militares da GNR, constituindo uma mais-valia operacional para as unidades territoriais e especializadas.

A nova viatura agora entregue à GNR destina-se ao transporte e ao apoio operacional destas equipas, aumentando a sua capacidade de projecção no terreno. A Tabaqueira e a GNR mantêm uma colaboração de mais de uma década, formalizada em 2020 através do Protocolo de Cooperação destinado ao combate ao comércio ilícito de produtos do tabaco. Desde 2023, o Grupo de Intervenção Cinotécnico (GIC) da GNR contabilizou um total de 53 operações que permitiram localizar e apreender 2 411 368 cigarros, 106 quilogramas de tabaco triturado e 74,8 quilogramas de folha de tabaco.

Continue a ler após a publicidade
Continue a ler após a publicidade

Ao abrigo deste protocolo, a Tabaqueira já doou à GNR um equipamento de scanner para detecção de tabaco, seis cães-polícia treinados especificamente para a detecção do odor de tabaco e três viaturas.

A cooperação inclui ainda acções anuais de formação no Curso Fiscal para Sargentos e Guardas, a autenticação e análise de amostras de produtos ilícitos para apoio às investigações da GNR, o apoio técnico à inutilização de produtos apreendidos das marcas da PMI e a partilha de conhecimento especializado sobre comércio ilícito.

De acordo com o mais recente relatório da KPMG sobre consumo ilícito de cigarros na Europa, Portugal mantém-se entre os países europeus com menor incidência deste mercado, com 2,7% do consumo total em 2025 – cerca de 220 milhões de cigarros ilegais e uma perda estimada de 45 milhões de euros em receita fiscal. Este desempenho contrasta com a média da União Europeia, que atingiu 10,3%, o valor mais elevado desde 2014.

Continue a ler após a publicidade

Paulo Silvério, segundo comandante-geral da GNR, enalteceu «o trabalho exemplar e o empenho das equipas cinotécnicas que todos os dias no terreno enfrentam uma criminalidade cada vez mais sofisticada e tecnologicamente equipada e a importância da cooperação entre as diversas entidades do sector, nomeadamente com a Tabaqueira, que tem permitido a Portugal ser um exemplo no combate ao tráfico ilegal de tabaco e ajudar a formar equipas de forças de segurança internacionais».

Marcelo Nico, director-geral da Tabaqueira, sublinha que «o comércio ilícito de produtos de tabaco é um fenómeno complexo, com impactos muito sérios na segurança pública, uma vez que reforça redes de tráfico de todo o tipo de produtos e com um impacto também muito significativo na economia e nos consumidores. Este flagelo só pode ser combatido de forma eficaz com meios adequados no terreno e o reforço desta capacidade cinotécnica da GNR é um investimento direto na eficácia operacional das autoridades e na protecção do mercado legal.»

Continue a ler após a publicidade
Partilhar


Mais Notícias