A TAP vai aumentar o salário mínimo dos seus trabalhadores de 1330 para 1410 euros, com retroactivos a Janeiro, e reduzir em 10% o corte que os pilotos sofreram nos vencimentos, anunciou a companhia aérea.
«Como resultado deste diálogo aberto e contínuo, foi decidido actualizar o salário mínimo garantido de 1330 euros para 1410 euros, retroactivamente a Janeiro de 2022. Isto assegurará o princípio de manter a protecção de um nível de remuneração sem cortes equivalente a dois salários mínimos nacionais», adiantou a comissão executiva da TAP numa mensagem enviada aos trabalhadores e à qual a agência Lusa teve acesso.
De acordo com a carta, especificamente para os pilotos, a comissão executiva presidida por Christine Ourmières-Widener vai «reduzir unilateralmente o corte que sofreram em 10%», assim como pagar o subsídio de aterragem sem cortes e com retroactivos a Janeiro de 2022 e suspender a aplicação do mecanismo de clawback (e não planear horas extraordinárias em conformidade).
O mecanismo de clawback’ está previsto na cláusula 12.ª do ATE [Acordo Temporário de Emergência] e permite a aplicação de uma penalidade à TAP se exceder as 300.000 horas de voo anuais e limita também que a TAP não possa planear horas extra aos pilotos, segundo esclarece uma nota a que a agência Lusa teve acesso.













