O Governo vai manter o desconto da tarifa social de electricidade nos 33,8%, no próximo ano, de acordo com um despacho publicado em Diário da República.
«O desconto a aplicar nas tarifas de acesso às redes de electricidade, aplicável a partir de 1 de Janeiro de 2024, […] deve corresponder a um valor que permita um desconto de 33,8% sobre as tarifas transitórias de venda a clientes finais de electricidade, excluído o IVA, demais impostos, contribuições, taxas e juros de mora que sejam aplicáveis», lê-se no despacho assinado pela secretária de Estado da Energia e Clima, Ana Fontoura Gouveia.
O Governo realçou ainda que a tarifa social de electricidade «visa proteger os agregados familiares economicamente vulneráveis, garantindo-lhes o acesso a este serviço essencial, minorando o esforço financeiro». Em 2020, a tarifa social de electricidade passou também a abranger situações de desemprego.
Na quinta-feira, o Conselho de Ministros aprovou o novo modelo de financiamento da tarifa social da electricidade, passando a ser comparticipada também pelos comercializadores e restantes agentes no mercado de consumo de energia eléctrica.
A EDP anunciou, em 29 de Outubro de 2020, que ia pedir à Comissão Europeia (CE) uma análise sobre o mecanismo de financiamento da tarifa social a cargo dos produtores, uma vez que, desde 2011 até então, foi imputado à eléctrica um custo superior a 460 milhões de euros.
Em Novembro do ano passado, a EDP disse à Lusa que a CE confirmou o carácter discriminatório do modelo de financiamento da tarifa social de energia, em resposta ao pedido de verificação feito pela empresa em 2020.














