
Taxa de desemprego aumentou para 6,8 em 2020
Em 2020, a taxa de desemprego foi de 6,8%, tendo aumentado 0,3 pontos percentuais (p.p.) relativamente a 2019, enquanto a taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 13,9%, 1,2 p.p. acima da do ano anterior, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística divulgados esta quarta-feira.
O dados do INE indicam que a população empregada foi estimada em 4 814,1 mil pessoas e diminuiu 2,0% (99,0 mil) em relação ao ano transacto. Já a população desempregada, 350,9 mil pessoas, aumentou 3,4% (11,4 mil) em relação àquele período.
A taxa de desemprego de jovens (15 a 24 anos) situou-se em 22,6%, 4,3 p.p. acima do estimado para o ano anterior, enquanto a proporção de desempregados de longa duração foi estimada em 39,5%, menos 10,3 p.p. do que em 2019, o que correspondeu ao decréscimo mais elevado da série de dados.
Dos jovens dos 15 aos 34 anos residentes em Portugal, 11,6% (255,2 mil) não tinham emprego nem estavam a estudar ou em formação, uma percentagem que aumentou 2,1 p.p. (45,1 mil) em relação a 2019.
Os três indicadores Europa 2020 – taxa de emprego dos 20 aos 64 anos, taxa de abandono precoce de educação e formação e taxa de escolaridade do ensino superior – observaram os seguintes valores: 74,7%, 8,9% e 39,6% (76,1%, 10,6% e 36,2% em 2019).
Assim, o primeiro e o terceiro indicadores ficaram um pouco aquém das respectivas metas (75% ou mais e no mínimo 40%, respetivamente), enquanto o segundo superou a meta estabelecida (menos de 10%).
Os dados do INE mostram ainda que no quarto trimestre de 2020, a taxa de desemprego foi de 7,1%, valor inferior em 0,7 pontos percentuais ao do trimestre anterior e superior em 0,4 p.p. ao do trimestre homólogo de 2019.
Os mesmos dados do INE indicam ainda que a população empregada, 4 859,5 mil pessoas, aumentou 1,2% (59,6 mil) em comparação com o trimestre anterior, mas diminuiu 1,0% (48,1 mil) em relação ao homólogo.
Simultaneamente, a população empregada ausente do trabalho na semana de referência diminuiu 47,8% (396,1 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 26,0% (89,4 mil) relativamente ao quarto trimestre de 2019.
De modo semelhante, observou-se um acréscimo trimestral de 8,5% e uma redução homóloga de 6,6% do volume de horas efectivamente trabalhadas. A transição do desemprego para o emprego (30,4%) foi a mais elevada da série iniciada em 2011.
Já a população desempregada, estimada em 373,2 mil pessoas, diminuiu 7,7% (30,9 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentou 5,9% (20,8 mil) relativamente ao quarto trimestre de 2019.
O INE revela que a subutilização do trabalho abrangeu 750,3 mil pessoas, tendo diminuído 7,8% (63,4 mil) em relação ao trimestre anterior e aumentado 10,7% (72,3 mil) em relação ao homólogo.
Também a taxa de subutilização do trabalho, estimada em 13,8%, diminuiu 1,1 p.p. relativamente ao trimestre precedente e aumentou 1,3 p.p. por comparação com um ano antes. Este aumento homólogo foi explicado, maioritariamente, pelo aumento do número de inativos disponíveis para trabalhar, mas que não procuraram emprego.
A população inactiva com 15 e mais anos, 3 687,3 mil pessoas, diminuiu 0,4% (13,6 mil) relativamente ao trimestre anterior e aumentou 2,2% (78,7 mil) em relação ao trimestre homólogo.