Team building: uma aposta nas pessoas e na organização

Se forem verdadeiras experiência imersivas, constituem uma alavanca para a motivação, satisfação, aprendizagem, reflexão e consequente fidelização dos colaboradores e transformação dos respectivos comportamentos.

Por Cláudia Vicente, directora da Galileu

“Quem faz as empresas são as pessoas”. Desde há muito que é comum ouvirmos esta expressão no meio empresarial. E se as pessoas são consideradas um dos maiores activos das organizações, é essencial investir nelas enquanto tal. Uma das possibilidades de investimento a efectuar neste ativo são os team building, actividades que visam proporcionar aos colaboradores experiências fortes e impactantes em termos emocionais, ao mesmo tempo que colocam desafios diferentes a pessoas que trabalham lado a lado todos os dias.

Experiências militares, team cook, teatro, jogos, actividades agrícolas, causas solidárias… Na verdade, não existem limites para a escolha das actividades, uma vez que é o imaginário definido que acaba por ditar as nuances de toda a experiência. É, portanto, crucial a definição de um imaginário disruptivo e impactante, suportado por objetivos definidos de acordo com as necessidades dos colaboradores e da organização.

Toda a experiência e as actividades que a compõem devem ser desenhadas sob alçada deste “chapéu” e tendo em conta uma análise prévia efectuada à organização e ao seu negócio, ao sector de atividade em que opera, ao perfil de colaboradores, à estrutura e cultura organizacionais. Esta análise requer que seja feito um levantamento das forças e fraquezas, para que as actividades desenvolvidas possam enfatizar as forças e ajudar a combater as fraquezas. Só assim é possível proporcionar aos colaboradores uma experiência imersiva, que constitua uma verdadeira alavanca para a motivação, satisfação, aprendizagem, reflexão e consequente fidelização de colaboradores e transformação dos respetivos comportamentos.

Mas, no final de contas, quem sai a ganhar? A organização ou os colaboradores?

Ambos. Se por um lado os colaboradores adquirem competências e soft skills, tais como a comunicação, trabalho de equipa, confiança e criatividade, por outro lado as organizações passam a ter colaboradores mais satisfeitos e, consequentemente, mais motivados e produtivos. De acordo com a Access Perks e com a One4all, dados recentes indicam que 38% dos colaboradores consideram que sua felicidade afecta seu desempenho laboral e 30% ficam mais dispostos a trabalhar horas extras ou por mais tempo quando estão felizes. Por outro lado, segundo a AccentureStrategy (2017), as organizações que mais promovem o envolvimento dos colaboradores são 21% mais lucrativas do que as que não o fazem.

E se “quem faz as empresas são as pessoas”, importa assim investir nas pessoas para termos organizações a crescer de forma sustentável e lucrativa.

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