Tecnologia e IT: perspectivas de emprego a liderar em Portugal com previsão de crescimento de 36%

A conclusão é do mais recente Experis Tech Talent Outlook. Conheça as restantes.

Margarida Lopes
16 de Setembro 2026 | 10:10
Tecnologia e IT: perspectivas de emprego a liderar em Portugal com previsão de crescimento de 36%
O sector tecnológico em Portugal entra no último trimestre de 2026 com intenções de contratação reforçadas, recuperando do abrandamento registado no trimestre anterior e mantendo-se entre os sectores com melhores perspectivas de criação de emprego no país.
A Projecção para a Criação Líquida de Emprego do sector de Tecnologia & Serviços de IT para os meses de Outubro a Dezembro fixa-se nos +36%, traduzindo uma subida de quatro pontos percentuais face ao trimestre anterior e um crescimento de 15 pontos percentuais em comparação com o período homólogo de 2025. Este valor coloca o sector como o segundo com as perspectivas de contratação mais fortes em Portugal, apenas atrás do de Construção e Imobiliário, e posiciona o país acima de grande parte das economias analisadas, situando-se um ponto percentual abaixo da média global para o sector (+37%).
Estas são conclusões do mais recente Experis Tech Talent Outlook, que revela que mais de metade (53%) dos empregadores portugueses de Tecnologia & Serviços de IT planeiam aumentar as suas equipas no próximo trimestre, enquanto 17% antecipam reduções e 30% esperam manter o número actual de trabalhadores.
Crescimento das empresas mantém-se, mais um trimestre, no topo das motivações de contratações
O crescimento das organizações continua a ser a principal razão para o reforço das equipas tecnológicas em Portugal, sendo apontado por 45% dos empregadores que pretendem contratar no quarto trimestre.
As iniciativas temporárias e projectos específicos mantêm igualmente um peso relevante nas intenções de contratação, sendo referidas por 41% dos empregadores, o que evidencia a necessidade de as empresas responderem a projectos de transformação, inovação e modernização tecnológica cada vez mais especializados.
A alteração nas competências necessárias continua também a influenciar fortemente as decisões de recrutamento. Entre os principais factores apontados pelas empresas, destacam-se a criação de novas funções associadas a novas iniciativas (18%), os avanços tecnológicos que exigem novas competências e funções (18%) e a evolução das necessidades associadas aos serviços prestados (18%). Além disso, 18% dos empregadores referem o surgimento de novas oportunidades de negócio, apesar dos desafios geopolíticos.
Os dados mostram, assim, que o crescimento continua importante, mas que as empresas tecnológicas estão cada vez mais a contratar para responder à transformação das competências necessárias ao negócio. Apesar disso, e comparativamente ao cenário global, verifica-se que os empregadores portugueses ainda atribuem menor relevância aos avanços tecnológicos como motor directo de contratação. As empresas globais que apontam a evolução tecnológica com necessidade de novas competências como um dos principais factores de recrutamento representam quase o dobro (35%) que as empresas a referirem este factor em Portugal (18%).

 

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Automatização e optimização de processos continuam a impulsionar redução das equipas
A automatização e a optimização de processos com consolidação de funções mantêm-se como os principais factores associados à redução das equipas no sector tecnológico em Portugal, ambos mencionados por 50% dos empregadores. Estes dois motivos, que já assumiam um peso significativo nos dois trimestres anteriores, foram reforçados face ao trimestre anterior, aumentando em cinco e 14 pontos percentuais respectivamente. Seguem-se o downsizing e as mudanças nos serviços prestados, que alteram as necessidades de competências, ambos referidos por 38% dos empregadores e também em forte evolução entre trimestres.

Estes dados reforçam a ideia de que os ajustamentos nas equipas não resultam apenas de medidas de contenção, mas também da transformação das necessidades de talento à medida que as empresas reconfiguram os seus serviços e operações.

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Em sentido contrário, os desafios geopolíticos perdem relevância enquanto factor de redução das equipas, passando de 27% no trimestre anterior para 13%. Esta evolução é coerente com os dados relativos às motivações para contratar, onde 18% dos empregadores afirmam estar a encontrar novas oportunidades de negócio, apesar dos desafios geopolíticos.

A nível global, a automatização (34%) e a optimização de processos (32%) são igualmente os principais factores associados à redução das equipas tecnológicas. No entanto, estes motivos são menos predominantes que para os empregadores portugueses, com os desafios económicos (27%), o downsizing  (27%) e evolução da procura (21%) a mostrarem-se igualmente relevantes. Esta distribuição mostra que as empresas estão a ajustar as suas estruturas de talento em resposta a uma combinação de factores económicos, tecnológicos e de transformação do negócio.

Sector tecnológico volta a liderar as intenções de contratação a nível global
A nível global, o sector de Tecnologia & Serviços de IT apresenta as perspectivas de contratação mais robustas, registando uma Projecção para a Criação Líquida de Emprego de +37% no quarto trimestre de 2026, o que representa uma subida de dois pontos percentuais face ao trimestre anterior e estabilidade em comparação com o período homólogo.

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Globalmente, 51% dos empregadores do sector planeiam aumentar as contratações, enquanto 14% antecipam reduções de equipas e 34% esperam manter os níveis atuais de emprego. Os dados revelam, ainda, uma melhoria do sentimento de contratação em vários mercados, com 21 dos 42 países e territórios analisados a registarem Projecções mais fortes que no trimestre homólogo do ano passado.

O estudo da Experis entrevistou empregadores de 42 países e territórios. O próximo estudo será divulgado em Dezembro e apresentará as expectativas de contratação para o primeiro trimestre de 2027.

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