Tekever fornece drones à Força Aérea Portuguesa. E vai formar operadores

A Tekever vai fornecer à Força Aérea Portuguesa o sistema autónomo AR5, que será entregue em Setembro e operado directamente pela Força Aérea. Além do equipamento, o contrato inclui a formação dos operadores, a estação de controlo terrestre e o sistema de missão Atlas.

Tânia Reis
11 de Agosto 2026 | 12:50
Tekever fornece drones à Força Aérea Portuguesa. E vai formar operadores

A Tekever, empresa tecnológica portuguesa especializada em sistemas autónomos com inteligência artificial, assinou um contrato com a Força Aérea Portuguesa para o fornecimento do sistema aéreo não tripulado AR5. As plataformas serão entregues em Setembro e operadas directamente pela Força Aérea.

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O sistema AR5 será integrado em missões de vigilância marítima, segurança, defesa e monitorização da Zona Económica Exclusiva (ZEE), reforçando as capacidades operacionais da Força Aérea. Além do equipamento, o contrato inclui a formação dos operadores, a estação de controlo terrestre (Ground Control Station) e o sistema de missão ATLAS.

A entrega dos sistemas e a obtenção da capacidade operacional inicial estão previstas para Setembro, marcando um passo decisivo na modernização dos meios aéreos da Força Aérea Portuguesa.

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O AR5 é um sistema aéreo não tripulado de asa fixa, de média altitude e longa autonomia, capaz de voar até 20 horas e transportar até 50 kg de carga útil. Integra comunicações via satélite (SATCOM), permitindo operações para além da linha de vista rádio (BRLOS), e pode operar em pistas curtas ou não preparadas, conferindo elevada flexibilidade e resiliência operacional.

 

«A incorporação do sistema AR5 representa um reforço significativo das capacidades operacionais da Força Aérea Portuguesa. Esta plataforma responde aos requisitos actuais de vigilância, segurança e defesa, proporcionando maior alcance, persistência e flexibilidade operacional. A sua integração permitirá reforçar a capacidade nacional de monitorização da Zona Económica Exclusiva e de apoio a um vasto conjunto de missões de interesse público, contribuindo para uma Força Aérea mais preparada para responder aos desafios presentes e futuros», afirma o tenente-coronel Luís Henriques, coordenador operacional do Grupo de Trabalho AR5 da Força Aérea Portuguesa.

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Pedro Petiz, director de Desenvolvimento Estratégico da Tekever, acrescenta: «Este contrato coloca uma capacidade autónoma desenvolvida e produzida em Portugal ao serviço da protecção do nosso espaço aéreo e marítimo. Para além do fornecimento das aeronaves, vamos cooperar com a Força Aérea Portuguesa na consolidação e desenvolvimento de uma capacidade operacional própria que reforça a autonomia, a prontidão e a capacidade de resposta nacional.»

Os sistemas da Tekever acumulam milhares de horas de voo em missões de patrulhamento costeiro, vigilância persistente, protecção de fronteiras, detecção de actividades suspeitas, protecção ambiental e busca e salvamento. Esta experiência inclui operações para entidades nacionais e internacionais, como o Home Office do Reino Unido e a Agência Europeia da Segurança Marítima (EMSA). Actualmente, os sistemas encontram-se em operação na Ucrânia, desempenhando missões de vigilância e reconhecimento em ambiente operacional.

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Para assegurar a utilização autónoma e eficaz do AR5, a Tekever implementará um programa completo de transferência de conhecimento. A formação inicial dos militares da Força Aérea será concluída até Setembro, coincidindo com a entrega dos sistemas, enquanto uma segunda fase de formação decorrerá em Outubro para consolidar a prontidão operacional e desenvolver novas competências nas equipas de operação.

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