Tem crédito à habitação? Prepare-se, as prestações vão continuar a subir (e não é pouco)

Human Resources com Lusa
6 de Agosto 2023 | 11:00
Tem crédito à habitação? Prepare-se, as prestações vão continuar a subir (e não é pouco)

A prestação da casa paga ao banco vai subir em Agosto para todos os contratos indexados a taxas Euribor que sejam revistos nesse mês, agravando-se 265 euros no prazo a 12 meses, segundo a simulação da Deco/Dinheiro&Direitos.

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Um cliente com um empréstimo no valor de 150 mil euros, a 30 anos, indexado à Euribor a seis meses e com um spread (margem de lucro do banco) de 1%, passa a pagar, a partir de Agosto, 799,92 euros, o que traduz uma subida de 96,02 euros face à última revisão, em Fevereiro.

Já no caso de um empréstimo nas mesmas condições (valor e prazo de amortização), mas indexado à Euribor a três meses, o cliente passa a pagar 775,43 euros, mais 43,74 euros do que paga desde Maio.

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No que diz respeito aos empréstimos indexados à Euribor a 12 meses, a prestação da casa, para as condições referidas, aumenta em Agosto para 818,95 euros, reflectindo uma subida de 265,12 euros mensais.

Esta é a maior subida dos três indexantes, pois como quem tem o crédito indexado a Euribor a 12 meses a revisão só acontece a cada ano, quando acontece o aumento da prestação é muito maior.

Estes valores foram calculados tendo em conta as médias da Euribor no mês de Julho, tendo sido a seis meses de 3,942%, a três meses de 3,672% e a 12 meses de 4,149%.

A evolução das taxas de juro Euribor está intimamente ligada às subidas ou descidas das taxas de juro diretoras do Banco Central Europeu (BCE)

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Após vários anos em terreno negativo, as Euribor começaram a subir mais significativamente desde 4 de Fevereiro, depois de o BCE ter admitido que poderia subir as taxas de juro diretoras devido ao aumento da inflação na zona euro.

Desde Julho de 2022, o BCE já aumentou as taxas diretoras por várias vezes, o que significa um agravamento do valor que os clientes pagam pelos créditos, desde logo pelos empréstimos à habitação.

Na semana passada, o BCE voltou a aumentar as taxas de juro (subida da taxa de facilidade de depósito para 3,75%, da taxa de juro das principais operações de refinanciamento para 4,25% e da taxa de juro aplicável à facilidade permanente de cedência de liquidez aumentou para 4,5%) e a presidente da instituição deixou em aberto novos aumentos.

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