Têm dívidas? Não está sozinho. Veja aqui o que pode fazer para resolver o problema

Margarida Lopes
18 de Maio 2025 | 18:00

Numa altura em que o endividamento das famílias portuguesas ultrapassa os 157 mil milhões de euros, de acordo com dados do Banco de Portugal, a renegociação de dívidas surge como uma solução cada vez mais procurada por quem quer recuperar a estabilidade financeira. É por isso que a Bravo, especialista na mediação entre clientes e credores que actua em seis países, partilha cinco dicas essenciais para quem pretende renegociar as suas dívidas de forma eficaz e sustentável.

Sair de um registo negativo no Banco de Portugal é um processo complexo, e a primeira coisa que se deve ter em conta é que, até que a dívida esteja 100% saldada, considerar-se-á sempre que existe um incumprimento. No entanto, quando cometemos erros, é sempre possível corrigir a situação.

1. Conheça a fundo a sua situação financeira
Antes de procurar acordos ou falar com os credores, é fundamental ter uma visão clara da sua situação. Qual o total da dívida? Quais as entidades credoras? Quais os prazos, taxas de juro e prestações? Quais são os seus rendimentos e despesas fixas?

Este levantamento permite perceber a real capacidade de pagamento e preparar uma proposta ajustada à sua realidade. A renegociação só será eficaz se tiver por base um plano realista, que não comprometa as despesas essenciais da família.

 

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2. Não deixe que a sua situação se alastre — fale com os credores o quanto antes
Muitas pessoas só tentam renegociar quando já deixaram de pagar as prestações há demasiado tempo, o que complica o processo. O ideal é contactar os credores assim que entra em incumprimento. A proatividade é bem recebida pelas entidades financeiras e demonstra responsabilidade. Muitas vezes, os bancos e financeiras preferem renegociar o mais cedo possível, o que pode abrir portas a soluções mais vantajosas.

 

3. Analise bem todas as condições antes de aceitar um novo plano
Após uma primeira conversa, o credor pode apresentar uma proposta de reestruturação. Leia com atenção. Vai pagar menos por mês, mas durante mais tempo? O juro foi realmente reduzido ou apenas adiado? Há comissões escondidas? Peça sempre tudo por escrito e, se possível, consulte um especialista para garantir que está a tomar uma decisão informada. Um acordo mal compreendido pode agravar ainda mais a situação no futuro.

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4. Procure apoio especializado
Renegociar com várias entidades ao mesmo tempo pode ser stressante e confuso. Empresas como a Bravo podem ajudar a negociar descontos até 50% sobre o valor em dívida e criar um plano de pagamento personalizado e ajustado à sua capacidade, bem como acompanhar o processo do início ao fim com total transparência.

 

5. Reavalie regularmente o seu orçamento e mantenha-se disciplinado
Renegociar a dívida é apenas o primeiro passo. Para garantir que o novo plano funciona, é essencial rever periodicamente o seu orçamento familiar e manter uma disciplina financeira constante. Pequenos desvios mensais podem comprometer o plano acordado, por isso é importante monitorizar os gastos semanais, eliminar despesas supérfluas e criar um fundo de emergência, mesmo que seja modesto.

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