Tem por hábito comer depressa no trabalho? Conheça os riscos que está a correr

A ciência tem demonstrado que tudo aquilo que comemos tem uma influência direta no organismo. Paralelamente, alguns estudos concluíram que comer depressa demais, e sem mastigar devidamente, pode potenciar riscos para a saúde.

 

Infelizmente, este é um cenário que pode afetar muitas pessoas que, principalmente durante a semana de trabalho, apenas dedicam alguns minutos ao almoço, sublinha o site medis.pt.

Tal comportamento contraria as recomendações dos especialistas, que indicam que são necessários entre 15 a 20 minutos para que o cérebro envie sinais de saciedade. É, por isso, essencial saber quais os principais riscos de comer depressa demais e lembrar que, só comendo num ritmo pausado e adequado, e os alimentos corretos, se garante uma dieta equilibrada.

OS RISCOS DE COMER RÁPIDO
Existe uma série de patologias que, com este comportamento repetido, podem surgir com maior probabilidade. São elas:

Diabetes tipo 2
De acordo com um estudo recente, comer demasiado rápido aumenta duas vezes e meia a probabilidade de ter diabetes tipo 2. Tal acontece, pois esse ritmo acelerado impede que o cérebro consiga receber estímulos relacionados com a saciedade, fazendo com que tenhamos de comer mais.

Por sua vez, o excesso alimentar provoca uma maior flutuação de glicose, fenómeno que pode levar o organismo a registar uma maior resistência à insulina.

Obesidade
A velocidade com que comemos pode estar directamente relacionada com a obesidade. Uma investigação que reviu 23 estudos chegou à conclusão que as pessoas que comem mais rápido têm o dobro da probabilidade de virem a ficar obesas, quando comparadas com pessoas que comem mais devagar.

Problemas cardíacos
Durante cerca de cinco anos, um grupo de cientistas examinou os hábitos alimentares de cerca de mil pessoas no que toca ao ritmo com que comiam as suas refeições. Os participantes foram distribuídos em três grupos: os que comiam de forma lenta, normal e rápida. Após os 5 anos da pesquisa, a taxa de incidência de síndrome metabólica em cada grupo era de 2,3%, 6,5% e 11,6% respectivamente.

A síndrome metabólica é um conjunto de factores de risco provocados pelo excesso de peso. Esse problema potencia casos de hipertensão arterial, colesterol elevado e diabetes tipo 2. Estes são factores de risco para o aparecimento de problemas cardiovasculares, nomeadamente enfarte agudo do miocárdio e AVC.

Refluxo gastroesofágico
Não mastigar os alimentos devidamente ou comer num ritmo demasiado acelerado eleva as probabilidades de refluxo gastroesofágico. Este é um processo fisiológico provocado pelo excesso de ácidos no estômago, estimulado pela velocidade com que os alimentos aqui chegam. Essa precipitação provoca uma sensação de ardor e pode levar a cenários de indigestão, azia, náusea, dor abdominal e mesmo dificuldade em engolir.

Asfixia
De acordo com alguns especialistas, não mastigar devidamente os alimentos, engoli-los de forma rápida ou em grandes quantidades pode provocar asfixia.

DICA
Mastigue bem os alimentos. Vários estudos referem que as pessoas com excesso de peso têm tendência para mastigar menos do que as que mastigam normalmente. Além disso, vai ingerir menos calorias e permitir ao cérebro o tempo necessário para comunicar a saciedade.

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