Conheça as prioridades de HR para 2016

Flávia Brito
15 de Fevereiro 2016 | 11:38

Perante o início do ano, as empresas procuram lidar com a incerteza analisando tendências e fazendo previsões para o futuro. Num mundo em que a única constante é termos de lidar com a inconstância, a Jason Associates aponta algumas práticas para se ser bem-sucedido na área da Gestão de Pessoas.

Holocracia
Trata-se de um novo modelo de gestão que emerge para dar resposta aos desafios que o mundo VICA (cada vez mais Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo) levanta às organizações. Os modelos tradicionais, hierarquizados e formatados tornaram-se ineficientes num cenário em que a velocidade da evolução é, em muitos sectores, inebriante.
A Holocracia é um modelo que defende uma estrutura organizacional flexível e flat e um modelo de gestão o mais simplificado possível, através da agilidade, flexibilidade, transparência e autonomia.

Gestão de talento mais ágil
As organizações mais competitivas são as que conseguem ser mais dinâmicas, ágeis e que aprendem rápido novas competências que lhe permitem desenvolver novos produtos e abordagens diferenciadoras, antes dos outros.
Esta agilidade implica novas formas de gerir e olhar para as pessoas. Os modelos de gestão de desempenho têm de ser mais dinâmicos, informais e continuados. Um ciclo anual ou semestral nos dias de hoje é demasiado tempo. As pessoas precisam saber como estão a cada momento. E precisam de ser desenvolvidas no dia a dia, à medida que o negócio vai evoluindo.

Cultura organizacional
Hoje as organizações olham para os colaboradores como os seus verdadeiros embaixadores e um elemento decisivo na construção do EVP (Employee Value Proposition). Entre o ser e o parecer é cada vez mais difícil, que as organizações tenham dois discursos, um para fora e outro para dentro, dois modos de actuação distintos, duas caras e duas medidas. Coerência é essencial e verdade também. De dentro para fora, a cultura dita muito sobre o sucesso de uma organização e a tendência é que o marketing interno seja cada vez mais potenciado para o marketing externo. Assim, a comunicação interna quere-se cada vez mais envolvente, participativa e diferenciadora.

Tecnologia como suporte à gestão de talento
Actualmente a tecnologia surge como principal vector de desenvolvimento. A área de gestão de talento não foge a este fenómeno, surgindo a tecnologia como principal alavanca para os principais desafios dos seus responsáveis: posicionar a área como uma área estratégica pro-activa ao invés de reactiva e de resolução de problemas e disponibilizar informação de suporte à tomada decisão actualizada e transparente.
Por isso, é fundamental libertar os gestores de talento de tarefas administrativas que, embora relevantes, retiram foco à sua principal missão: desenvolver os talentos da organização e potenciar o seu desempenho.

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Outsourcing
O contexto actual de complexidade e incerteza faz com que as empresas tenham de estar mais focadas e ser mais flexíveis no modo como gerem os seus recursos. Neste contexto, uma vantagem competitiva ao alcance das empresas passa precisamente pela capacidade das mesmas recorrerem a entidades especializadas que sejam eficientes, eficazes e que as ajudem no desenvolvimento do seu negócio.
Cria-se assim uma clara relação de parceria, de transferência de conhecimento e uma forma de criar competitividade. As empresas mais propensas à mudança e com maior desejo de pensar out of the box tornam-se habitualmente mais receptivas a esta modalidade.

Ser global
O mundo está a encolher e todos os dias vemos sinais do encurtar das distâncias. Ser global é acima de tudo uma questão de atitude e de sobrevivência num mundo cada vez mais dinâmico. Algumas tendências:

  • Os talentos vão querer ser contactados digitalmente – esqueça as feiras de emprego como a derradeira forma se conhecerem;
    A concorrência é global – o talento estará interessado em oportunidades em Luanda, no Dubai, em Nova York e no Rio de Janeiro.
  • A referenciação é factor de decisão – os talentos pedem referências e se quer ter os melhores terá que se preocupar com o Employee Value Proposition;
  • Os processos de coaching vão ser postos à prova – o talento vai querer conhecer como pode crescer e como o feedback é estruturado e valorizado na sua empresa;
  • O horário rígido e o local de trabalho fixo vão ser questionados – os talentos querem acrescentar valor à sua empresa e querem ter a liberdade de o poder fazer conjugando com um sem número de outras dimensões da sua vida;
  • Os talentos não têm nacionalidade – prepare-se para ter candidatos de várias partes do mundo se ambicionar ser uma empresa de referência.

 

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Talent Analytics de Assessment como fonte do Workforce Planning organizacional 
Tradicionalmente os processos de Assessment centre estão focados no colaborador e no seu posicionamento comparativo face à estrutura organizacional ou perante outros colaboradores. A informação daí resultante é essencialmente usada na definição e implementação de planos de desenvolvimento individuais ou no apoio à tomada de decisão sobre a evolução profissional do colaborador.
Mas uma vez que as organizações e os negócios são voláteis e mutáveis, existe a necessidade de transformar estas fontes de Talent Analytics em valor acrescentado. A informação recolhida no Talent Analytics resultante do Assessment constitui um perfil da organização num determinado momento, tornando-se insuficiente quando se quer pensar e actuar a médio/longo prazo. Para que se possa capitalizar ao máximo o investimento inicial que é feito no processo de Assessment e na construção do Talent Analytics associado, é fundamental que as empresas criem mecanismos de continuidade para esta recolha de informação.

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