The Navigator Company – Propósito, inovação e impacto: a nova face da indústria

Com uma estratégia centrada nas pessoas, na aprendizagem contínua e na sustentabilidade, a The Navigator Company está a transformar a forma como o talento olha para a indústria.

Human Resources
30 de Junho 2026 | 13:40

Com uma estratégia centrada nas pessoas, na aprendizagem contínua e na sustentabilidade, a The Navigator Company está a transformar a forma como o talento olha para a indústria.

Num sector frequentemente associado a modelos mais tradicionais de carreira, a The Navigator Company está a mostrar que a indústria pode ser, afinal, um dos destinos mais atractivos para o talento do futuro. A prova chega através do mais recente estudo Randstad Employer Brand Research 2026, que distinguiu a empresa como a mais atractiva para trabalhar no sector industrial em Portugal e a colocou no terceiro lugar do ranking nacional.

Sustentabilidade, inovação, desenvolvimento contínuo e uma forte aposta na proximidade às novas gerações são alguns dos pilares que sustentam esta estratégia. Com cerca de 4.000 colaboradores de 45 nacionalidades, uma cadeia de valor que vai da floresta ao produto final e mais de 350 mil horas de formação por ano, a The Navigator Company procura afirmar-se como uma bioindústria moderna, tecnológica e orientada para o futuro.

Nesta entrevista, Paula Castelão, directora de Gestão de Talento e de Desenvolvimento Organizacional da The Navigator Company, explica como a empresa está a desafiar percepções sobre a indústria, como está a conquistar novas gerações de profissionais e como é possível construir uma proposta de valor assente em propósito, aprendizagem e impacto.

A The Navigator Company foi reconhecida como a empresa mais atractiva para trabalhar no sector industrial em Portugal pelo Randstad Employer Brand Research 2026. O que representa este reconhecimento numa indústria vista como menos “apelativa” para as novas gerações?

Continue a ler após a publicidade

Este reconhecimento representa uma validação clara de que a indústria pode, e deve, ser um destino de eleição para o talento do futuro. Num contexto em que as novas gerações valorizam propósito, impacto e desenvolvimento, a The Navigator Company tem apostado em mostrar uma realidade diferente da imagem tradicional do sector: somos uma bioindústria moderna, tecnológica e profundamente comprometida com a sustentabilidade. Sermos reconhecidos como a empresa mais atractiva do sector industrial reforça a nossa convicção de que este caminho é o certo e motiva-nos a ir ainda mais longe.

Que factores acreditam que mais contribuíram para a The Navigator Company alcançar o 1.º lugar sectorial e o 3.º lugar no ranking nacional do mesmo estudo?

Acreditamos que vários factores convergem para este resultado. Em primeiro lugar, a clareza da nossa proposta de valor enquanto empresa empregadora, sintetizada no mote “Be the Future”, que posiciona a The Navigator Company como uma empresa de futuro, onde as pessoas crescem, se desenvolvem e contribuem activamente para um impacto positivo na sociedade e no planeta. Em segundo lugar, o investimento consistente na proximidade com universidades, institutos politécnicos e escolas profissionais, através de feiras de emprego, aulas abertas, visitas aos nossos complexos industriais e programas de bolsas de mérito. Em terceiro lugar, a evolução da nossa comunicação de marca empregadora para formatos mais autênticos e digitais, onde os próprios colaboradores assumem o papel de embaixadores reais da experiência The Navigator Company. Por fim, a diversidade de percursos de carreira que oferecemos, da floresta à indústria, da investigação aos novos negócios, tem-se revelado um factor diferenciador que tem ressoado cada vez mais junto do talento qualificado. De salientar, também, que somos uma empresa que investe fortemente em I&D, com um instituto próprio – o Raiz –, e em que os seus processos fabris têm um elevado nível de automação.

Continue a ler após a publicidade

Num contexto de forte transformação tecnológica e ambiental, como é que a The Navigator Company tem adaptado a sua cultura organizacional para continuar a atrair talento?

A The Navigator Company tem evoluído de uma abordagem mais institucional para uma comunicação mais próxima, autêntica e alinhada com as expectativas das novas gerações. Essa transformação reflecte-se na renovação da nossa identidade de marca empregadora, mas também na forma como estruturamos a experiência de entrada na empresa. Criámos um ecossistema de programas de estágio de Verão – curricular, de tese e profissional –, que se interligam de forma progressiva com o nosso programa de trainees de longa duração, permitindo que os jovens construam uma relação com a empresa ao longo do seu percurso académico antes mesmo de ingressarem no mercado de trabalho.

Ao mesmo tempo, temos investido em digitalização, conectividade e na presença activa em mais de duas dezenas de eventos anuais em áreas tão diversas como Engenharias, Gestão, Tecnologias de Informação e Ciências Florestais.

A empresa fala frequentemente na importância da aprendizagem contínua. Como se traduz isso, na prática, no dia-a-dia dos colaboradores?

A aprendizagem contínua é um compromisso transversal na The Navigator Company, que se manifesta de formas muito diferenciadas. Apostamos em estratégias de desenvolvimento de cariz experiencial (participação em programas de coaching e mentoring, shadow com colegas mais experientes) e em programas de formação em áreas técnicas, de gestão e comportamentais, que normalmente são intensificados no contexto das práticas de mobilidade existentes.

Continue a ler após a publicidade

A empresa tem um Plano de Formação Anual que contempla formações externas e customizadas, além de formação interna. Com uma execução de mais de 350 mil horas anuais de formação, cerca de 80% são de formação interna e, na sua maioria, são ministradas por especialistas das nossas diferentes áreas de negócio. A quase totalidade dos colaboradores é abrangida pelo plano de formação que é ainda complementado com plataformas de self-learning.

A nossa política de mobilidade interna permite exposição a novos desafios e, desta forma, uma aprendizagem acelerada, apoiada por programas de formação e desenvolvimento customizados.

De realçar, ainda, a participação activa em projectos académicos e a parceria com universidades de referência, como a Universidade de Coimbra e a FCT, as quais permitem que os nossos colaboradores continuem a aprender e a crescer ao longo de toda a sua trajectória profissional.

Por fim, partilho ainda o Future Leaders Fórum, que reúne todos os jovens quadros da empresa para partilha e discussão de temas estratégicos de negócio, e durante o qual alguns destes jovens são desafiados pela gestão de topo a trabalhar temas de negócio, sob a forma de projectos específicos com a duração de seis meses.

Somos uma indústria altamente técnica e especializada, e o investimento em desenvolvimento e formação é, por isso, uma condição estrutural do nosso modelo de negócio.

A The Navigator Company reúne cerca de 4000 colaboradores de 45 nacionalidades. De que forma a diversidade cultural contribui para a sua inovação e evolução?

Ter colaboradores de 45 nacionalidades diferentes significa ter perspectivas, experiências e formas de pensar que se complementam e enriquecem mutuamente. Essa pluralidade traduz-se em resultados concretos: equipas mistas geram soluções que equipas homogéneas dificilmente encontrariam, seja na gestão florestal, na investigação aplicada ou na entrada em novos mercados. A The Navigator Company opera numa cadeia de valor vasta, da floresta à indústria, da investigação ao mercado, e a diversidade das suas equipas reflecte e alimenta essa complexidade de forma positiva.

O mote “Be the Future” reflecte uma visão muito orientada para o futuro. Como é que essa mensagem está a ser trabalhada junto das universidades e das novas gerações?

O mote “Be the Future” não é apenas um slogan, é uma forma de aproximação concreta junto das novas gerações. Estamos presentes nas universidades não apenas como recrutadores, mas como parceiros: leccionamos unidades curriculares, desenvolvemos projectos académicos em conjunto, levamos alunos a visitar os nossos complexos industriais e atribuímos bolsas de mérito a estudantes das principais universidades portuguesas. Paralelamente, os nossos colaboradores assumem o papel de embaixadores da empresa, partilhando experiências autênticas em feiras, aulas abertas e redes sociais. Queremos que as novas gerações associem a The Navigator Company a uma empresa onde é possível ter um papel activo na construção de um mundo melhor, e esse trabalho faz-se no dia-a-dia, com presença, coerência e proximidade.

Que perfis profissionais são hoje mais procurados pela The Navigator Company e que competências consideram críticas para o futuro da indústria?

A The Navigator Company procura perfis muito diversificados, reflexo da amplitude da sua cadeia de valor. As áreas STEM (Engenharia, Ciências Florestais, Tecnologias de Informação), bem como os técnicos de manutenção especializados, continuam a ser de elevada procura, num contexto de forte competição global por talento altamente qualificado. Mas valorizamos igualmente perfis de Gestão, Inovação e Novos Negócios, que contribuem para a evolução estratégica da empresa.

Em termos de competências, destacaríamos a capacidade de adaptação à mudança, o pensamento crítico, a resiliência e a aptidão para trabalhar em contextos multiculturais e multidisciplinares. São estas as competências que, a nosso ver, definem os profissionais do futuro da indústria.

A sustentabilidade tem sido uma das grandes bandeiras da empresa. Até que ponto este posicionamento ajuda a reforçar a atractividade da marca empregadora?

A sustentabilidade é hoje um factor decisivo na escolha de um empregador, especialmente para as novas gerações. Trabalhar numa empresa que cria soluções de base florestal que contribuem para um planeta mais sustentável é, para muitos, uma condição de escolha e não apenas um elemento diferenciador.

Na The Navigator Company, este posicionamento não é uma declaração de intenções, é tangível no dia-a-dia, na ligação profunda à bioeconomia e à floresta, nas práticas industriais e nos produtos que desenvolvemos. Isso confere autenticidade à nossa proposta de valor enquanto marca empregadora e reforça o sentido de propósito que os nossos colaboradores encontram no seu trabalho.

Existe a ideia de que a indústria oferece percursos profissionais mais rígidos ou limitados. Como é que a The Navigator Company procura contrariar essa percepção?

A The Navigator Company investiu numa arquitectura funcional que permite crescimento quer na carreira de gestão, quer na carreira técnica, dependendo das motivações e valências de cada um. O percurso do João Melo Bandeira, hoje responsável pelo departamento de produção e exploração florestal, com cerca de 40 pessoas sob a sua responsabilidade, ilustra bem este caminho: entrou como adjunto de região em 2001 e foi progressivamente assumindo mais responsabilidade, mais equipas e decisões mais exigentes. Como ele próprio refere, «estas etapas traduziram-se não só no aumento do número de pessoas sob a minha responsabilidade, mas também na necessidade de desenvolver novas competências, sobretudo ao nível da gestão de equipas». É este crescimento sustentado, apoiado no desenvolvimento de competências transversais, que define a mobilidade interna na The Navigator Company.

O sector industrial enfrenta uma grande competição pelo talento. O que distingue a The Navigator Company enquanto empregadora face a outras empresas do sector?

O que nos distingue é a escala e a coerência da nossa proposta. Poucas empresas industriais oferecem uma cadeia de valor tão completa – da floresta ao produto final – com presença em múltiplas geografias e áreas de negócio tão diversas. A isso acresce o propósito: ser uma bioindústria comprometida com um futuro mais sustentável não é um posicionamento de marketing, é a natureza do nosso negócio. E é isso que faz a diferença junto do talento que queremos atrair.

De que forma a inovação – seja tecnológica, ambiental ou organizacional – influencia hoje a experiência dos colaboradores dentro da empresa?

A inovação é transversal à experiência de trabalhar na The Navigator Company. Do ponto de vista tecnológico, a digitalização dos processos e a adopção de novas ferramentas e metodologias criam um ambiente de trabalho mais dinâmico e estimulante. Do ponto de vista ambiental, a consciência de que o trabalho de cada um contribui para soluções mais sustentáveis confere um propósito adicional ao dia-a-dia. Do ponto de vista organizacional, a evolução da cultura interna com maior proximidade, assim como uma comunicação mais directa e programas estruturados de desenvolvimento têm transformado positivamente a forma como as pessoas vivem e crescem na empresa. A inovação não é aqui um conceito abstracto, é uma realidade que se sente nos projectos, nas equipas e nas pessoas.

Depois deste reconhecimento, quais são os próximos desafios da The Navigator Company enquanto marca empregadora e referência no sector industrial?

O reconhecimento é um ponto de partida, não de chegada. O desafio que nos mobiliza é ambicioso: queremos ser a primeira escolha para o talento que vai construir a bioeconomia do futuro. Isso exige continuar a investir em áreas onde a concorrência pelo talento é global e crescente: nas Engenharias, nas Ciências Florestais, nas Tecnologias de Informação.

Exige, também, chegar mais cedo e mais longe: não apenas às universidades, mas às escolas profissionais e às regiões onde a floresta é parte do quotidiano e onde precisamos de renovar gerações. E exige, acima de tudo, garantir que quem entra na The Navigator Company encontra exactamente o que prometemos: uma empresa onde é possível crescer, ter impacto e construir uma carreira com sentido – como o João, ou como tantos outros que são hoje a nossa melhor prova.

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Employer Branding”, publicado na edição de Junho (n.º 186) da Human Resources.

Disponível nas bancas e online, na versão em papel e na versão digital.

Partilhar


Mais Notícias