Trabalhadores difíceis: desvantagem ou nova estratégia de carreira?

Os colaboradores desagradáveis ​​estão a descobrir que o seu comportamento pouco amigável pode ter uma vantagem: a oportunidade de trabalhar a partir de casa, avança a Korn Ferry.

Human Resources
21 de Maio 2026 | 12:50

Sem se aperceberem, os gestores que aplicam as políticas de regresso ao escritório podem estar menos inclinados a insistir na presença regular de colaboradores “mais difíceis”, já que o objectivo do modelo presencial é cultivar uma força de trabalho envolvida e motivada.

Mas os especialistas dizem que também podem estar a incomodar silenciosamente a equipa, especialmente numa altura em que os elevados preços da gasolina e a inflação estão a tornar a deslocação um peso no orçamento familiar.

Numa altura em que a frequência do escritório parece um problema resolvido, os trabalhadores problemáticos da força de trabalho demonstram que o regresso ao escritório ainda não foi resolvido. A opção de um horário híbrido alterou os cálculos dos gestores ao lidar com problemas interpessoais na equipa.

Esta mudança acontece numa altura em que o engagement dos colaboradores em todo o mundo está no seu mínimo (20%) em uma década, segundo a Gallup. E as empresas têm vindo a eliminar os gestores intermédios há anos, deixando os restantes gestores com mais colaboradores para supervisionar do que nunca.

Certamente, os colaboradores difíceis são uma minoria na maioria dos locais de trabalho. Além disso, um gestor pode interpretar erradamente a timidez de um colaborador como falta de cooperação. Idealmente, outros membros da equipa, para além do gestor, chamarão a atenção de um colaborador que está a ser difícil, o que ajuda o gestor.

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«Os colegas podem conseguir regular a situação até certo ponto, sem que esta chegue ao gestor», diz Renee Whalen, Senior partner da área de Consumo e Saúde da Korn Ferry. Os gestores tendem a ficar mais irritados com os colaboradores que prejudicam o espírito de equipa questionando subtilmente o julgamento do chefe — por exemplo, perguntando se um projecto precisa realmente de ser feito agora ou porque é que outro colega recebeu menos trabalho.

Ao ver a ligação da equipa enfraquecer, um gestor pode sentir-se impelido a tomar uma atitude. Mas que atitude? Em muitos casos, pode simplesmente deixar o colaborador insuportável trabalhar a partir de casa. Parece uma boa solução: o colaborador está feliz em casa; o gestor está feliz no trabalho.

Só que não é uma boa solução, diz Mark Royal, Senior Client partner da Korn Ferry: «É mais fácil de gerir a curto prazo, mas mais difícil de corrigir a longo prazo.» Quando os colaboradores estão no escritório, é relativamente fácil chamar alguém à parte e dizer: “Veja como o seu comportamento está a afectar a equipa”.» Mas quando alguém está a trabalhar em casa, estas oportunidades desaparecem — e, a longo prazo, o comportamento, se não for abordado, tende a persistir. Adicione um segundo colaborador problemático à equipa e, de repente, a dinâmica fica fora do controlo do gestor.

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Os especialistas aconselham a estabelecer orientações correctivas directas. E se enviar o colaborador para casa parecer a única opção, os gestores precisam primeiro de confirmar se afastá-lo realmente melhora a cultura, diz Tamara Rodman, Senior partner da área de Cultura, Mudança e Comunicação da Korn Ferry. «As pessoas irritantes, infelizmente, também existem virtualmente.»

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