Trabalhadores em lay-off descem 54,3% em Janeiro para 5616

Human Resources com Lusa
23 de Fevereiro 2026 | 08:10

O número de trabalhadores em lay-off caiu 54,3% em Janeiro, em termos homólogos, e recuou 13,5% face a Dezembro, para 5616, segundo os dados divulgados pela Segurança Social.

Em Janeiro, «o número total de situações de lay-off com compensação retributiva, (concessão normal, de acordo com o previsto no Código do Trabalho), foi de 5616», segundo a síntese elaborada pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social divulgada.

Face ao período homólogo, registou-se uma diminuição de 6.673 prestações processadas, o equivalente a um recuo de 54,3%.

Já na comparação em cadeia, observou-se uma queda de 875 prestações processadas, o que se traduz numa descida de 13,5% face a dezembro.

Trata-se de uma descida pelo segundo mês consecutivo, isto é, desde Novembro, quando tinham subido 19,2% em termos homólogos e aumentado 37,3% face ao mês anterior, para 7510, atingindo o número mais elevado desde Janeiro de 2025.

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Na altura, o GEP referia que essa subida se devia “principalmente a duas empresas”, que representavam «quase 40% dos trabalhadores de lay-off face ao total nacional [naquele mês]», mas não referia as empresas em causa.

Retomando os dados divulgados pelo GEP, o regime de redução de horário de trabalho abrangeu 3511 pessoas em Janeiro, menos 52,6% face a Janeiro de 2025 (menos 3896 prestações) e um decréscimo de 10,5% (menos 413 prestações) face ao mês anterior.

Já o regime de suspensão temporária registou uma queda homóloga de 56,9% (menos 2777 processamentos) e caiu 18% face a Dezembro (menos 462 processamentos), totalizando os 2105.

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Em Janeiro, as prestações de lay-off foram processadas a 305 entidades empregadoras, o que corresponde a uma queda de 82 face ao período homólogo e a um decréscimo de 17 entidades face a Dezembro.

O lay-off consiste na redução temporária dos períodos normais de trabalho ou suspensão dos contratos de trabalho efectuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnológicos ou catástrofes ou outras ocorrências que tenham afectado gravemente a actividade normal da empresa.

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