Trabalhadores europeus (portugueses incluídos) identificaram três aspectos positivos da pandemia no trabalho

A importância da implementação de políticas de trabalho flexíveis, o reconhecimento da importância de determinadas funções e a preocupação com o meio ambiente, são três efeitos positivos da pandemia. Os dados são de uma análise da Michael Page ao impacto que a COVID-19 teve no ambiente de trabalho e no futuro do trabalho, com base na percepção dos colaboradores europeus, incluindo os portugueses.

 

Em primeiro lugar, a análise destaca a expectativa de que as empresas implementem políticas flexíveis de trabalho daqui para frente (75,5%).

A segunda resposta mais frequente (62,9%) foi o reconhecimento de algumas funções que anteriormente não tinham a mesma relevância, nomeadamente associadas aos sectores de healthcare, retail, education, logistics, entre outros.

Em terceiro lugar, foi referida a sustentabilidade, com 46,3% dos inquiridos que acreditam que a consciência ambiental tem crescido nos últimos meses, impulsionando o consumo responsável e local de bens e produtos.

A análise mostra ainda que os colaboradores afirmaram que a motivação (51,4%), a satisfação no trabalho (48,9%) e a produtividade (45,3%) permaneceram estáveis durante os meses de trabalho em casa.

E, mais de metade (53,7%), disseram que se sentem igualmente envolvidos com a empresa como quando vão ao escritório todos os dias.

Sobre o futuro do trabalho, os colaboradores europeus apoiam um modelo flexível que combina a possibilidade de trabalhar no escritório com o teletrabalho. Os resultados confirmam esta tendência, sendo que 61,6% afirma que consideraria trabalhar remotamente no futuro. Porém, em termos de proporção, 41,1% referem que optariam pelo teletrabalho dois dias por semana, 33% três dias, 18,2% quatro dias e apenas 7,7% afirmam que gostariam de trabalhar remotamente todos os dias.

«Estamos num ponto crítico em que muitas empresas estão a elaborar os seus planos para os próximos meses. Mas, para desenvolver uma estratégia eficaz, é preciso saber o que pensam os colaboradores e como evoluíram profissionalmente ao longo destes meses de trabalho em casa. Compreender a percepção dos colaboradores é a chave para definir um modelo de trabalho que se adapte às necessidades das empresas, mantendo o compromisso e a satisfação no trabalho por parte de todos os colaboradores», disse Álvaro Fernández, director-geral da Michael Page Portugal.

O estudo foi realizado junto de cerca de 4000 pessoas entre Julho e Agosto, que trabalham em diferentes sectores dos países Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Itália, Luxemburgo, Polónia, Portugal, Suécia, Suíça e Turquia.

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