O ano passado, os trabalhadores por conta de outrem (TCO) com contratos precários, contratos a termo e outras situações, como recibos verdes, baixaram para 15,1% do total.
É a percentagem mais baixa não só desde 2011, a actual série de dados, como desde 1995, ano em que começaram a ser compiladas estatísticas comparáveis, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelados pelo Expresso.
De acordo com a publicação, o fenómeno é explicado em grande parte pela escassez de trabalhadores, que levou muitas empresas a oferecer contratos mais estávis para atrair e reter talento.
Os contratos precários têm vindo a perder peso em sectores como a indústria, comércio e serviços, enquanto cresce a contratação a termo certo e os contratos sem termo, com maior protecção social e segurança no emprego.
Em termos absolutos, a percentagem de TCO com contratos precários tem vindo a descer gradualmente desde 2018, mas a quebra para 15,1% o ano passado sinaliza a estabilização do emprego em Portugal.














