Trabalhar a partir de casa também tem custos para o ambiente

Margarida Lopes
24 de Fevereiro 2020 | 12:30
Trabalhar a partir de casa também tem custos para o ambiente

Trabalhar remotamente pode parecer, à partida, uma opção mais amiga do planeta do que conduzir até um escritório. Ficar em casa não requer consumo de combustível, por exemplo. No entanto, uma investigação da WSP UK revela que, em países como o Reino Unido, o trabalho remoto poderá ser apenas mais sustentável nos meses de maior calor.

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De acordo com a consultora especializada em engenharia, aquecer vários apartamentos tem custos mais elevados para o ambiente do que manter quente apenas um edifício de escritórios. Até porque «a gestão de energia em edifícios é, habitualmente, mais sofisticada do que a de casas individuais», explica David Symons, Future Ready lead & director of Sustainability na WSP UK. Mesmo considerando a viagem para o trabalho, o impacto ambiental de trabalhar num escritório consegue ser menor durante o Inverno.

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No Verão, por outro lado, trabalhar a partir de casa poderá fazer mais sentido para quem se preocupa com a saúde do planeta. Pelo menos, no Reino Unido. A BBC, que dá conta do estudo, sublinha que esta lógica poderá ter nuances noutros mercados, uma vez que os padrões de consumo de energia variam de país para país. Em Portugal, por exemplo, será que uma pessoa a trabalhar a partir de casa ligaria o aquecimento?

Além disso, há que considerar o tipo de viagem para o trabalho. Na Noruega, mais de 40% dos veículos vendidos no ano passado eram eléctricos, fazendo com que o percurso seja mais sustentável. O mesmo se aplica a casos em que a utilização de transportes públicos é regular.

Independentemente disso, caso o trabalho remoto se massifique, a responsabilidade relativamente à pegada ecológica das empresas passa para o funcionário. Não terão de ser as companhias a preocuparem-se com a eficiência energética dos seus escritórios, se as lâmpadas são LED ou não, porque não haverá pessoas nos edifícios. Algumas nem terão instalações. Caberá, então, ao colaborador optar por equipamentos e materiais pessoais mais verdes.

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Fonte: Executive Digest

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