Estar em INE significa ficar preso a saltar de um emprego a tempo parcial, a termo ou em plataformas digitais para outro, porque não se conseguem encontrar alternativas estáveis, como um contrato permanente a tempo inteiro.
A Eurofound considera que o número real de pessoas em INE pode ser ainda superior a um em cada onze, sendo os jovens trabalhadores particularmente afectados. Os dados mostram que a Europa parece dividir-se em três grupos distintos no que toca ao INE.
Os países com mercados de trabalho mais instáveis, neste aspecto, situam-se todos na área mediterrânica, com excepção da Finlândia.
Itália lidera a lista, com quase um em cada cinco trabalhadores em contratos temporários ou a tempo parcial de forma involuntária, e com o maior aumento deste tipo de emprego em toda a UE desde 2006 (+6 %).
Espanha surge logo a seguir em termos de empregos INE, com 17 %, enquanto Chipre, Portugal e a Grécia ficam acima dos 12 %.
As taxas mais baixas registam-se num bloco de países da Europa central e oriental, membros relativamente recentes da UE. Existe depois um grupo de países mais ricos , como a Áustria, Alemanha, Dinamarca, Países Baixos e Irlanda com uma proporção mais equilibrada, entre 4 % e 5 %.














