Enquanto a Geração X reporta maior produtividade e confiança digital a trabalhar remotamente, a Geração Z enfrenta dificuldades com o esgotamento, o foco e o equilíbrio entre longas jornadas de trabalho a partir de casa, avança o Allwork Space.
O trabalho remoto tornou-se uma característica marcante da força de trabalho. Estima-se que, em 2025, entre 1,7 e 2,2 mil milhões de pessoas trabalhavam remotamente, a tempo inteiro ou parcial, moldando novas normas em torno da produtividade, bem-estar e expectativas de carreira.
Uma pesquisa recente da Coworking Cafe com mais de 1.000 trabalhadores remotos e híbridos revela como esta transformação está a afectar os colaboradores de todas as gerações. No geral, o stress diminuiu para a maioria, principalmente para as mulheres, que relatam alívio por já não terem de conciliar a deslocação, o trabalho e as responsabilidades domésticas. O bem-estar mental é geralmente positivo, embora a Geração Z apresente um maior esgotamento e sentimentos de isolamento mais frequentes em comparação com os Millennials e a Geração X.
O equilíbrio entre a vida pessoal e profissional melhorou para quase 70% dos inquiridos, mas o trabalho remoto confunde frequentemente os limites entre a vida pessoal e profissional. Quase metade afirma trabalhar mais horas em casa, com as gerações mais novas a sentirem a pressão de se manterem visíveis no ambiente digital. Apesar destes desafios, a maioria diz que o trabalho remoto aumentou a produtividade, especialmente para a Geração X e para as mulheres, enquanto a Geração Z tem mais dificuldade em concentrar-se no meio das distracções domésticas.
Curiosamente, a confiança digital é maior entre a Geração X, que se adaptou ao longo de décadas às tecnologias em constante evolução no local de trabalho, enquanto a Geração Z — frequentemente considerada a mais familiarizada com tecnologia — demonstra menor conforto com ferramentas profissionais para trabalho remoto. Isto sublinha que o sucesso num ambiente remoto exige mais do que familiaridade com aplicações; exige disciplina, estrutura e experiência.
Os dados destacam também um possível ponto de viragem para os empregadores: uma grande parte dos colaboradores remotos consideraria deixar o seu emprego se fosse obrigada a regressar a tempo inteiro.
Quase 64% dos Millennials afirmam que provavelmente procurariam novas oportunidades, sendo as mulheres ligeiramente mais propensas a isso do que os homens. A Geração Z demonstra maior incerteza, sugerindo que os profissionais em início de carreira ainda estão a ponderar a flexibilidade em relação à progressão na carreira.
Estes padrões indicam que os benefícios do trabalho remoto — flexibilidade, autonomia e redução do tempo de deslocação — estão a moldar as expectativas dos colaboradores a longo prazo. Para as empresas, a lição é clara: reter o talento depende agora de promover o bem-estar, respeitar os limites entre a vida pessoal e profissional e reconhecer os contributos com base nos resultados, em vez da visibilidade constante.














