Trabalho temporário com menos 16.800 colocações no último trimestre de 2020

No último trimestre de 2020, o trabalho temporário registou menos 16.800 colocações face ao período homólogo. Os dados são do Barómetro do Trabalho Temporário relativo aos meses de Outubro, Novembro e Dezembro de 2020, da PESPE-RH – Associação Portuguesa das Empresas do Sector Privado de Emprego e de Recursos Humanos – e do ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa)

Na distribuição por mês, e sempre na comparação com o mesmo período de 2019, as quebras foram de 6.300 colocações em Outubro (-16%), 5000 em Novembro (-14%) e 5500 em Dezembro (-15%).

O barómetro indica ainda que em termos de totais, a quebra verificada no número de colocações durante o quarto trimestre de 2020 face ao mesmo período do ano anterior situou-se nos -15%.

O Índice de Trabalho Temporário (Índice TT), por seu turno, também teve uma quebra significativa ao longo dos meses que constituíram o quarto trimestre de ano passado quando comparados com o período homólogo do ano anterior.

Se tivermos em consideração apenas o ano de 2020, o Índice TT registou o valor mais baixo da série em Maio (0,50) e a partir daí foi registada uma recuperação consistente.

O barómetro mostra que em termos de caraterização dos trabalhadores temporários verificou-se uma quebra gradual da proporção de contratos celebrados com trabalhadores do género feminino ao longo dos três últimos meses do ano. Se em Outubro o valor foi de 46,5%, registando uma melhoria em relação aos 45,4% de Setembro, desde então a tendência foi de quebra ao passar para 45,8% em Novembro e 44,9% em Dezembro.

No que diz respeito à distribuição etária, em Outubro e Dezembro cerca de 48,8% dos trabalhadores tinham idade inferior a 30 anos, aproximadamente 28% estava entre os 16 e 24 anos, enquanto cerca de 20% tinha entre 25 e 29 anos.

O barómetro revela também que o ensino básico foi o nível de escolaridade predominante nas colocações efectuadas (66,1% em Outubro, 67,6% em Novembro e 67,8% em Dezembro), seguindo-se o ensino secundário (26,9% em Outubro, 25,3% em Novembro e 24,8% em Dezembro).

No último trimestre de 2020, as empresas que recorreram mais ao trabalho temporário operavam no sector da “Fabricação de componentes e acessórios para veículos automóveis” – nos três meses em análise sempre acima dos 15% no total dos contratos celebrados.

As restantes áreas de actividade a fechar este Top 3 são “Fornecimento de refeições para eventos e outras actividades de serviço de refeições” e “Fabricação de artigos de matérias plásticas”. A única exceção foi o mês de outubro em que o último lugar do pódio foi entregue ao setor da “Tecelagem de têxteis”.

No que diz respeito à distribuição do trabalho temporário por principais profissões, as categorias de “Empregados de aprovisionamento, armazém, de serviços de apoio à produção e transportes”, “Outras profissões elementares” e “Trabalhadores qualificados do fabrico de instrumentos de precisão, joalheiros, artesãos e similares” destacaram-se ao longo do período já referido.

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