Três em cada cinco profissionais temem que o seu salário não cubra o aumento do custo de vida

Margarida Lopes
5 de Janeiro 2023 | 14:00
Três em cada cinco profissionais temem que o seu salário não cubra o aumento do custo de vida

Segundo o mais recente estudo do Grupo Adecco, Global Workforce of The Future Report 2022, três em cada cinco (61%) trabalhadores estão preocupados que o seu salário não seja suficiente para fazer face às actuais taxas de inflação e ao aumento significativo do custo de vida. Isto leva naturalmente a uma procura por diferentes fontes de rendimento, mais incidente na geração Millennial.  

 

O estudo mostra ainda que questões como o excesso de volume de trabalho, fragilidades na saúde mental, falta de oportunidades de progressão na carreira e falta de investimento na requalificação profissional são algumas das áreas que levam à ascensão do quitfluencer. Globalmente, a Gen Z tem 2,5 vezes mais probabilidades de serem influenciados a demitirem-se do que os Baby Boomers.

Os resultados do estudo mostram uma clara necessidade de as empresas se concentrarem em soluções de retenção, visto que quase um terço dos trabalhadores a nível mundial (27%) diz ter a intenção de deixar o seu emprego dentro dos próximos 12 meses. Aqui reside uma oportunidade para as empresas intervirem e inverterem esta tendência ao investirem em estratégias de requalificação e retenção.

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Diferentes das gerações anteriores, os Gen Z não se revêem na ideologia de um trabalho para a vida. Actualmente, quase metade (47%) tem uma semana de trabalho de quatro dias, em comparação com apenas 18% dos Baby Boomers. Embora a semana de trabalho de quatro dias ainda não seja um factor decisivo na escolha de um emprego, este panorama pode mudar rapidamente e as empresas devem criar um ambiente de trabalho flexível para que as pessoas se sintam felizes e motivadas a longo prazo. Reter talento em 2023 não é sinónimo de salário, as empresas precisam de assegurar regimes de trabalho flexíveis e um equilíbrio mais saudável da vida profissional.

As conclusões do estudo deixam claro que os profissionais do futuro não serão persuadidos a manterem-se na sua actual posição pela retribuição. Embora no passado o salário tenha sido um instrumento de recrutamento eficaz, hoje é secundário. A satisfação profissional passa antes por oportunidades de desenvolvimento, progressão na carreira, flexibilidade, saúde mental e bem-estar. Este é o momento para as empresas darem prioridade ao compromisso com os seus trabalhadores e garantirem que as suas pessoas têm um propósito e uma motivação no trabalho a fim de evitar uma crise de demissão.

Esta terceira edição do estudo global do Grupo Adecco inquiriu 34 200 profissionais de 25 países.

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