Desde a pandemia COVID-19 que os britânicos olham mais para Portugal como um destino «original e alternativo» às férias com «sol e praia», afirmou o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, no FTWeekend Festival, em Londres.
Foi com o objectivo de promover esta imagem que a entidade fez uma parceria com o jornal Financial Times no FTWeekend Festival, um evento onde escritores, cientistas, políticos, cozinheiros, artistas e jornalistas protagonizam palestras e debates discutem temas como o clima, ambiente ou cultura.
«Depois destes dois anos de pandemia, aquilo que nós percebemos é que as pessoas queriam coisas diferentes, originais, alternativas, que tenham uma ligação grande com a componente do planeta, das pessoas, com a sustentabilidade a servir de chapéu», afirmou Luís Araújo à Agência Lusa.
O evento, destinado a um público de «segmento alto», explicou, é «uma oportunidade para, saindo da bolha do turismo ou das viagens, associar a marca Portugal (…) às artes, arquitectura, finanças, tecnologia».
Realizado desde 1916 no parque de Hampstead Heath, no norte de Londres, o FTWeekend Festival atrai anualmente mais de 3000 pessoas, sendo o preço do bilhete normal de acesso 119 libras (138 euros).
Entre os oradores e participantes estiveram o empresário e opositor russo Mikhail Khodorkovsky, o antigo ministro da Saúde Matt Hancock, a cozinheira Nadiya Hussain ou a decoradora de interiores Lulu Lytle.
O programa incluiu três painéis dedicados especificamente a Portugal, nomeadamente uma prova de vinhos portugueses conduzida pelas críticas Jancis Robinson e Julia Harding, um workshop onde o chef Nuno Mendes, que abriu este ano o restaurante Lisboa em Londres, cozinhou bacalhau à brás e arroz de marisco, e uma conversa de Luís Araújo com o surfista profissional português Nic Von Rupp sobre as ondas da Nazaré.














