Ucrânia: Já vão em mais de 13.000 as ofertas de trabalho para refugiados ucranianos em Portugal

Human Resources com Lusa
8 de Março 2022 | 14:30
Ucrânia: Já vão em mais de 13.000 as ofertas de trabalho para refugiados ucranianos em Portugal

A plataforma criada pelo Governo para reunir ofertas de trabalho de empresas para refugiados ucranianos em Portugal já recolheu 13.600 propostas de «todo o território», disse hoje a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social.

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«Hoje de manhã, tínhamos 13.600 ofertas de emprego por parte de empresas que colocaram na plataforma do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) a sua vontade de contratar cidadãos ucranianos», disse à agência Lusa Ana Mendes Godinho à margem de uma visita ao local onde será instalado o futuro porto seco, adiantando que as propostas são essencialmente nas áreas tecnológicas, turismo (restauração e hotelaria), no setor social, nas áreas dos transportes (motoristas) e na construção civil.

«São ofertas em todo o território [nacional]. Praticamente em todos os concelhos temos propostas de emprego» para cidadãos ucranianos, afirmou.

A plataforma (disponível em www.iefp.pt/portugal-for-ukraine)foi lançada em 28 de Fevereiro.​​​​​​​

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Segundo a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, o trabalho seguinte consistirá na «articulação conjunta» entre a Segurança Social e o IEFP, também em função das pessoas que se estão a registar para a protecção internacional.

Essas pessoas serão contactadas para que seja feito «o encontro entre as ofertas de emprego» e «as características e os perfis de cada uma».

Ana Mendes Godinho disse que o trabalho das Câmaras Municipais «é fundamental para garantir que esta articulação se faz da melhor forma», nomeadamente em relação ao alojamento.

A governante observou que o povo português tem a «enorme capacidade de acolher bem, de estar sempre de braços abertos» e «têm sido extraordinárias» as manifestações de solidariedade que têm chegado «das várias dimensões, seja de câmaras, seja de associações, seja da sociedade civil».

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«É fundamental, agora, cada vez mais, esta articulação a nível local (…) para um acolhimento integrado das pessoas, que já está a acontecer. É preciso é conseguirmos acolher bem e fazer este encontro entre as necessidades das pessoas e as respostas que estão a ser dadas a nível local», rematou.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de Fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que, segundo as autoridades de Kiev, já fez mais de 2000 mortos entre a população civil.

Os ataques provocaram também a fuga de mais de 1,5 milhões de pessoas para os países vizinhos, de acordo com a ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas a Moscovo.

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