Um em cada dez estudantes desiste da licenciatura um ano depois de se ter inscrito

Human Resources com Lusa
27 de Fevereiro 2026 | 12:50

Um em cada dez estudantes (11%) que começa o primeiro ano de uma licenciatura deixa de estar inscrito no sistema de ensino superior no ano seguinte. Esta taxa mantém-se igual há vários anos. O nível de desistência é mais alto no caso dos mestrados de segundo ciclo (16%) e maior ainda nos doutoramentos (20%).

Segundo o Público, que cita os dados da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), relativos a 2023/2024, são os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (Ctesp), formações com dois anos de duração, que apresentam pior desempenho, uma taxa de 28% e um aumento face aos anos anteriores.⁠

Em 2014/15, a taxa era de 28%, ainda com um número incipiente de inscritos nestas formações, que são recentes. Depois, à medida que esta oferta, muito focada na empregabilidade, foi ganhando adeptos, a taxa de permanência aumentou. Em 2018/19, apenas 17% dos “caloiros” não estavam inscritos após um ano.

Mas a partir daí a tendência mudou. Em 2022/23 contabilizaram-se 11.760 alunos no primeiro ano e, no ano seguinte, 28% não estavam nem no curso em que haviam ingressado nem noutro. Nos politécnicos privados (onde o universo analisado é inferior a três mil alunos) a taxa é mais alta: 35%. Além disso, 6% mudaram de curso ou de instituição de ensino.

Os dados alertam para o facto de que um aluno que não é “encontrado” no ano seguinte ao do seu ingresso não significa necessariamente abandono do ensino superior, “mas apenas interrupção do ciclo”. O estudante pode voltar mais tarde.

Nas licenciaturas (um universo de cerca de 80 mil alunos considerados no último ano analisado) não há diferenças muito significativas entre ensino privado e público. Os mestrados integrados, nomeadamente de Medicina ou Arquitectura, registam as percentagens mais baixas de saídas, apenas 3%.

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Por  áreas de formação, são os cursos de Educação e no domínio dos serviços que apresentam os valores mais elevados, com 15%.

No que diz respeito às mudanças de curso ou de escolas, não há grandes variações nos últimos anos: 9% nas licenciaturas e mestrados integrados; 4% nos mestrados de segundo ciclo; 3% nos doutoramentos, ainda segundo a análise.

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