O relatório do grupo Adecco, realizado em 2021, “Mulheres na Liderança. A análise das diferenças de género no topo das empresas”, concluiu que um em cada quatro homens tem dificuldade em aceitar uma liderança feminina, para além de confirmar que cerca de 28% do universo de quase 580 mulheres inquiridas são cuidadoras, tendo de cuidar de outras pessoas e não dos seus filhos.
O estudo mostra ainda que 46% das mulheres dizem ser menos ouvidas do que homens no mesmo cargo e 38% disse que o principal obstáculo é o facto de o sexo masculino, tendo as mesmas competências e experiências, continuam a ter mais privilégios para chegar a cargos de topo.
Outro obstáculo apresentado por 36% das inquiridas foi o fardo dos cuidados familiares assim como a falta de instrumentos de conciliação entre a vida profissional e familiar.
Um outro estudo do grupo Adecco, “Resetting Normal: Defining the new era of work”, também com dados de 2021, concluiu que, durante a pandemia, as mulheres e os homens ultrapassaram a experiência de formas diferentes, sendo as mulheres as que mais sentiram as consequências. Os dados apontam para uma percentagem de 39% a sentir-se em burnout, face a percentagem de 36% dos homens, assim como 34% confirmou uma deterioração do bem-estar mental, face a 29% para os inquiridos do sexo masculino.














