Cerca de um em cada quatro trabalhadores muda de profissão em dois anos, um valor que tem aumentado nos últimos anos e que parece acompanhar o ciclo económico. A conclusão é de uma análise da plataforma Brighter Future, disponibilizada pela Fundação José Neves.
A análisa mostra que entre 2017 e 2019, mais de 30% dos portugueses mudaram de profissão. Dos grupos profissionais que mais mobilidade apresentaram destacam-se especialista de redes informáticas, auxiliar de enfermagem, programador de aplicações, pessoal de recepção e de informação a clientes, entre outros.
Estas alterações são verificadas, maioritariamente, em profissões com salários médios mais baixos, que não exigem uma formação específica e com perspectivas de evolução da carreira mais escassas, ou em profissões que têm em comum uma forte componente tecnológica e cujo emprego aumentou substancialmente nos últimos anos.
De acordo com a análise, no polo oposto, encontram-se profissões onde a transição para outras profissões é extremamente baixa, sendo a proporção de pessoas que mudaram de profissão entre 2017 e 2019 inferior a 4,5%.
Entre elas destacam-se piloto de aeronaves, enfermeiro, médico e instrutor de condução. Estas profissões têm salários superiores à média, requerem qualificações elevadas e competências muito específicas, pelo que a possibilidade de progredir na carreira é mais limitada.














