Um futuro com IA «mais inteligente do que humanos»? A Meta prevê que sim

Human Resources com Lusa
23 de Janeiro 2024 | 11:20

A Meta, proprietária do Facebook, Instagram e WhatsApp, prevê um futuro em que os sistemas de Inteligência Artificial (IA) serão «mais inteligentes do que os humanos em todas as áreas», embora descarte que dominem a humanidade, pois «serão obedientes».

O vice-presidente e chefe de IA da Meta, Yann LeCun, sublinhou esta quinta-feira numa palestra no âmbito do Fórum Económico de Davos que, «com o tempo ou nas próximas décadas», surgirão modelos de IA mais inteligentes do que as pessoas.

«Os humanos têm um tipo de inteligência muito especializado, somos bons em certas coisas e péssimos noutras. Não há dúvida de que as máquinas serão mais inteligentes do que os humanos», destacou, citado pela agência de notícias Efe.

Neste sentido, explicou que actualmente os sistemas de IA começam com a inteligência ao nível de «um gato ou um cão» para melhorar e tentar chegar ao nível dos humanos, num processo que é «mais difícil» do que se pensa e para o qual será necessário trabalhar em novas aplicações e modelos.

No entanto, considerou que, embora estes sistemas ainda estejam de alcançar a inteligência humana, a ideia é «construir sistemas de IA que ajudem os humanos nas suas tarefas, e não tentar substituí-los».

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«Existe a ideia de que num futuro não muito distante faremos todas as nossas interacções num mundo digital moderado por um assistente de IA. Talvez não utilizemos um motor de busca, mas iremos perguntar a um assistente de IA por voz, escrita ou gestos», explicou.

Yann LeCun anunciou que a Meta trabalha com protótipos como pulseiras que detectam o movimento dos músculos para que se possa digitar com as mãos no bolso.

Outro campo em que a Meta espera aprofundar o uso da IA é o da comunidade empresarial, com utilizações como chats para clientes que substituem e agilizam a comunicação com estes.

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«Ferramentas para todos que nos permitem desbloquear oportunidades que nos tornam mais produtivos», frisou Nicola Mendelsohn, diretora do Global Business Group da Meta.

A directora da Meta revelou que se as 500 maiores empresas norte-americanas conseguissem aumentar a sua produtividade em mais 10%, isso teria um impacto na economia norte-americana de cerca de 2,25 mil milhões de dólares (cerca de 2,07 mil milhões de euros).

Em média, a IA aumenta a rentabilidade dos gastos em 32%, «um número verdadeiramente significativo que leva a uma forte aceitação destes produtos», destacou Mendelsohn.

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