Um quinto dos professores ponderam abandonar a docência nos próximos cinco anos

Human Resources com Lusa
18 de Dezembro 2025 | 13:20
Um quinto dos professores ponderam abandonar a docência nos próximos cinco anos

O relatório “Estado da Educação” de 2024, elaborado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), revela que muitos dos professores confessam ter vontade de deixar as escolas para se dedicarem a outras áreas, insatisfeitos sobretudo devido ao salário. Globalmente, cerca de 20% ponderam abandonar a docência nos próximos cinco anos.

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Este valor, refere o documento, «é particularmente preocupante entre os docentes com menos de 30 anos, grupo no qual a intenção de saída atinge 54%».

Segundo os cálculos do Conselho Nacional de Educação, o sistema de ensino vai precisar de quase 40 mil novos professores. «Dos cerca de 122 mil professores activos em 2024/2025, apenas 76 mil permanecerão em funções, o que representa uma quebra de 37% na oferta» sendo, assim, necessário o recrutamento de, aproximadamente, 3800 novos docentes por ano, até 2034/2035.

O estudo mostra que a educação pré-escolar como aquela que terá a maior perda relativa (55% do seu corpo docente, requerendo 4053 educadores), enquanto no 3.º CEB e na educação secundária se regista a maior necessidade absoluta (20.606 recrutamentos, após uma redução de 39% da oferta). Segue-se o 2.º CEB com uma redução prevista de 42% e a necessidade de 6407 novos docentes até 2035.

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O Estado da Educação 2024 projeta ainda dificuldades no Ensino Superior, com «uma concentração acentuada de profissionais a aproximarem-se do final da carreira». «Quase metade, 46,8% dos docentes, tem 50 ou mais anos de idade, enquanto a proporção dos mais jovens, com menos de 40 anos, é de 22,9%, apenas 9483 docentes. A urgência deste desafio é sublinhada pelo facto de a percentagem de docentes com 60 ou mais anos na educação superior ter quase duplicado na última década», pode ler-se no documento. Para o CNE «este cenário sugere que a educação superior enfrentará, tal como a educação pré-escolar e a educação básica e secundária, uma onda crítica de substituição de efetivos nos próximos anos».

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