Apenas 8% das empresas pretende contratar no primeiro trimestre deste ano, enquanto 18% (aproximadamente uma em cada cinco) pretende diminuir o número de recursos humanos e 74% manter. Os dados são do mais recente inquérito feito no âmbito da segunda fase do “Projecto Sinais Vitais”, desenvolvido pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP), em parceria com o Marketing FutureCast Lab do ISCTE.
O inquérito revela ainda que, em relação às novas medidas anunciadas pelo Governo para combater a pandemia, 34% das empresas considera que são adequadas. Já 24% afirma serem demasiado restritivas e 42% garante que são insuficientes.
Na semana de 11 de Janeiro, 83% das empresas considerou que os programas de apoio estão aquém (ou muito aquém) do que necessitam.
O mesmo inquérito mostra que o número de empresas que já pediu financiamento bancário manteve-se nos 46%. Por outro lado, desceu de 11% para 9% o número de empresas que ainda não receberam financiamento bancário.
O número de empresas respondentes em pleno funcionamento baixou ligeiramente de 87% para 85%, as empresas fechadas mantiveram-se nos 2%, tendo aumentado as empresas parcialmente encerradas de 11% para 13%.
A análise à evolução dos prazos de pagamentos aos fornecedores, comparando Dezembro de 2020 e a média de 2019, mostra que para 22% das empresas inquiridas houve um aumento médio de 40 dias. Por outro lado, 8% viu os prazos de pagamento diminuírem, em média, 42 dias e 70% mantiveram-se.
O inquérito indica ainda que os prazos de recebimento de clientes aumentou, em média, 43 dias para 33% dos inquiridos. No sentido inverso, reduziu, em média, 42 dias para 9% das empresas.
As expectativas de vendas das empresas respondentes para o primeiro trimestre de 2021 é negativa face ao primeiro trimestre de 2020. 51% das empresas espera uma redução das vendas, 33% espera uma manutenção e apenas 16% aponta para um aumento.
As micro empresas são, uma vez mais, as mais afectadas, já que 60% prevê um comportamento negativo das suas vendas. As grandes empresas, por seu turno, dão conta de um possível crescimento em 24% dos casos.
Quanto ao investimento, apenas 16%, em média, prevê um aumento, ao passo que 40% dá conta de uma diminuição.
O “Projecto Sinais Vitais” tem como objectivo recolher informação credível e actualizada sobre o que pensam os empresários e gestores de topo das empresas portuguesas e analisar informação quantitativa fornecida pelas empresas sobre temas específicos.














