Flash Talk: Uma experiência de recrutamento diferenciadora

De forma a atrair o melhor talento, a Deloitte voltou a promover, no final do ano passado, um bootcamp de dois dias, que incluiu apresentações por colaboradores, desafios e entrevistas. A premissa desta “Deloitte Experience” é a criação de uma resposta célere e pragmática ao desejo de iniciar a carreira na empresa. 

Por Diana Pedro Tavares

 

Gonçalo Simões, líder de recrutamento da Deloitte, explica como a participação neste bootcamp, que define como “uma experiência de recrutamento diferenciadora, única, personalizada e próxima dos candidatos”, resulta num afastamento dos métodos convencionais do recrutamento, e de que forma isso influencia a selecção de candidatos.

Qual o objectivo de criar um bootcamp como este? O que motivou esta aposta?

A Deloitte Experience cumpre com o objectivo de nos dar a oportunidade de ter um contacto mais intenso com os candidatos e de garantir a todos os que participam uma resposta célere e pragmática sobre a possibilidade de iniciar as suas carreiras profissionais na Deloitte.

Foi com esta premissa que criámos este bootcamp, uma experiência de recrutamento diferenciadora, única, personalizada e próxima dos candidatos, na qual estes talentos têm a oportunidade de conhecer e falar com os vários líderes e profissionais da firma e ter uma visão mais concreta sobre o mercado de trabalho e o dia-a-dia na Deloitte.

O que diria que distinguiu esta acção de dois dias? Qual a importância, por exemplo, de ter cinco oradores, colaboradores já bem integrados na Deloitte, a contar as suas histórias na abertura?

A sessão “Deloitte zoom by our leaders”, protagonizada pelos nossos profissionais, que apresentam as diferentes linhas de serviço, é um momento muito valorizado e marcante. Os candidatos querem ouvir da voz de quem trabalha na Deloitte, mas que até há bem pouco tempo partilhava os mesmos receios de entrada no mercado de trabalho.

A experiência real e sincera do que é o dia-a-dia na Deloitte e o que fazem todos os dias nas respectivas profissões. Querem sentir-se na pele de um profissional da empresa e a melhor forma de explicarmos o que fazemos é contarmos as nossas histórias, na primeira pessoa.

Mas este é um processo selectivo e apenas os melhores têm a oportunidade de agarrar. As actividades e casos reais de trabalho, como o “Bootgame” e o “Deloitte Hands-on”, são também muito relevantes para os candidatos expressarem competências e se destacarem.

Que diferentes fases/ acções compõem este bootcamp?

Há uma primeira selecção de talentos com base em entrevistas presenciais, provas de grupo e individuais onde se avalia um primeiro fit com o perfil dos candidatos que procuramos. Nesta primeira fase, um grupo seleccionado é convidado a participar na Deloitte Experience e os restantes, que também foram bem-sucedidos, têm a oportunidade de continuar o processo connosco.

Durante os dois dias da Deloitte Experience, os candidatos participam em diferentes experiências e desafios, seja através da resolução de business cases, de desafios, da apresentação de pitches, da participação em sessões temáticas ou entrevistas individuais, que colocam à prova a ambição, a vontade de enfrentar novos desafios e capacidade de adaptação e de trabalho em equipa.

Quisemos desenhar uma experiência que não se resumisse a um processo “normal” de recrutamento. Durante os dois dias em que os candidatos estão connosco, têm também a oportunidade de aprender, de ouvir os nossos profissionais e oradores convidados. Independentemente do resultado do processo de recrutamento, queremos garantir que os dois dias são valorizados como um processo de aprendizagem.

No segundo dia, por exemplo, o bootcamp é organizado como uma conferência, em que são apresentados vários temas por diversos oradores e, durante essas apresentações, os candidatos vão saindo para fazer as suas entrevistas com os sócios da Deloitte, voltando depois para o plenário para seguir as apresentações.

Quantos participantes teve?

Nesta edição de Novembro, contámos com 140 jovens, no primeiro dia, entre os quais estudantes do último ano de licenciatura e do último ano de mestrado, sobretudo dos cursos de Economia, Gestão, Finanças, Direito, Contabilidade, Ciências Empresariais e Gestão de Recursos Humanos. No entanto, apenas 110 candidatos passaram à última fase, ou seja ao segundo dia desta experiência.

Que perfil e que competências privilegiam nos talentos que procuram? Como fazem a selecção dos participantes?

Um profissional é tanto mais interessante quantas mais qualidades acrescentar ao seu conhecimento técnico. A distinção entre os vários candidatos torna-se, por vezes, evidente não apenas pelo percurso académico, mas pelo desempenho noutras actividades. Isto tem assumindo um protagonismo cada vez maior na selecção dos candidatos e, na forma como potenciamos o desenvolvimento dos seus percursos.

Por isso, também incluímos nos nossos processos de recrutamento uma variedade cada vez maior de cursos de base, reconhecendo que o talento não está sempre concentrado num pequeno número de licenciaturas ou mestrados.

Se apresentasse este bootcamp a um jovem interessado, o que diria?

Diria que mais do que um evento de recrutamento, no qual os jovens são desafiados a superar diversas barreiras, a Deloitte Experience é uma experiência que vão querer guardar, da qual vão sair mais ricos e onde terão a oportunidade de deixar um pouco de si.

O que podem esperar os jovens que forem seleccionados neste bootcamp? (e quantos vão ser seleccionados)? Poderão integrar qualquer área ou equipa?

No final da Deloitte Experience, 72 candidatos aceitaram a oferta de emprego. Vão iniciar o percurso em Fevereiro ou Setembro de 2018, na área que melhor correspondeu ao seu perfil, numa organização que os desafia, dia após dia, e lhes permite crescer e criar impacto na sociedade, nas pessoas, nos clientes. Ao mesmo tempo, dá a possibilidade de serem livres, de expressar opinião, falhar, evoluir e aprender.

Qual a vossa estratégia em relação à atracção de talento? E qual a importância que assume em iniciativas como este bootcamp?

O conceito de employer branding significa, para nós, mais do que a necessidade de recrutar talento. Está também relacionado com a atractividade da nossa marca junto dos nossos profissionais e candidatos, que está ligada ao nosso propósito de criar um impacto relevante na sociedade e ao facto de serem todos os dias desafiados a resolver problemas complexos de algumas das maiores e melhores organizações.

Somos reconhecidos pela diversidade de projectos e indústrias, pela velocidade de aprendizagem e intensidade de conhecimento. E orgulhamos-nos de ter esta mesma diversidade e riqueza de conhecimento nas nossas equipas, muito jovens e com um ambiente de trabalho sem par.

Temos um padrão de excelência e de qualidade muito elevado, que nos levar a querer os melhores talentos, daí apostarmos tanto na forma como seleccionamos os nossos candidatos. A forma disruptiva como temos materializado as nossas campanhas e nos temos apresentado ao mercado, reflecte estes nossos esforços.

Qual o posicionamento que pretendem ter junto deste target e como a vossa nova campanha o materializa?

Acabámos de lançar uma nova campanha de recrutamento para chegar aos profissionais do futuro (“Hello World”), que está presente nas redes sociais da firma e em diversas iniciativas nas universidades. Talentos que “tratam por tu” a tecnologia, que privilegiam ambientes inovadores e tecnológicos, que querem ser ouvidos, evoluir e crescer e que o seu trabalho tenha impacto no mundo.

Queremos continuar a ser a primeira escolha dos melhores talentos, a promover um processo sem limitações no que toca à área de formação e potenciar a distinção no mercado. Pretendemos ainda reforçar a nossa aposta no employer branding e na forma como trabalhamos a nossa marca desde o primeiro contacto com os talentos.

E em relação à retenção de talento, numa área extremamente concorrencial e de elevada rotatividade, quais as vossas apostas?

É, efectivamente, o desafio do futuro. As expectativas e ambições dos profissionais actuais são diferentes das anteriores e serão ainda mais diferentes das dos profissionais no futuro. Cada organização tem de encontrar o seu papel na forma como responde e entrega valor ao que os talentos procuram.

Na Deloitte acreditamos que não faltam argumentos para que os nossos profissionais constituam os seus próprios percursos profissionais e façam as suas próprias conquistas. Temos também a convicção de que, cada vez mais, não existem receitas uniformes para gerações inteiras de profissionais. Vamos moldando a nossa organização e os nossos processos de gestão de pessoas.

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