Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Continental vão desenvolver “fábrica do futuro”

Human Resources com Lusa
8 de Abril 2021 | 08:50
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e Continental vão desenvolver “fábrica do futuro”

O primeiro-ministro anunciou hoje uma parceria entre a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) e a Continental, em Vila Real, para o desenvolvimento da “fábrica do futuro”, destacando o trabalho em conjunto para vencer o desafio da recuperação.

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António Costa, que falava durante uma visita à UTAD, referiu que foi aprovado, no âmbito do COMPETE, o «financiamento de uma parceria da universidade com a Continental, que vai permitir o desenvolvimento de uma outra área de investigação fundamental para o futuro, que é o desenvolvimento do projeto da Continental quanto à produção da fábrica do futuro».

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«Uma fábrica assente no desenvolvimento de antenas fundamentais para automação da própria fábrica», salientou o governante.

O financiamento é da ordem dos 10,5 milhões de euros e o projeto, liderado pela Continental Advanced Antenna Portugal, envolve oito entidades.

Esta fábrica produz componentes para automóveis e é uma «das maiores empregadoras privadas» no distrito de Vila Real, com cerca de 570 trabalhadores.

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Esta unidade é uma das principais especialistas e fabricantes mundiais de antenas para veículos e a quase totalidade da sua produção é exportada.

Miguel Pinto, director-geral da Continental local, referiu que o «projecto visa tornar a fábrica o mais moderna possívelde forma ser uma referência em termos de indústria 4.0», tornar os processos mais «competitivos, produtivos e atrair futuramente produtos em termos de maior valor acrescentado».

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«Esta sessão demonstrou que nós só vamos vencer estes desafios que temos pela frente de recuperação pondo todos em conjunto a trabalhar», salientou António Costa.

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O governante defendeu como “capital” por a unidade e a cidade a trabalhar em conjunto, «derrubando os muros da universidade e criando esta permeabilidade entre a universidade e a cidade».

Na UTAD foram também hoje apresentados dois projetos que contam com um financiamento de cinco milhões de euros, coparticipado pelo Norte 2020, o UTAD FOOD ALLIANZ, que visa a alimentação animal, e a instalação de uma delegação do Instituto Fraunhoffer, em Vila Real, no âmbito da agricultura de precisão e da gestão da água.

Entre os projetos aprovados recentemente para a UTAD está ainda um outro que incide no combate às doenças zoonóticas.

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O primeiro-ministro inaugurou as intervenções efetuadas no domínio da eficiência energética no património edificado da universidade e que permitiram a remoção de 35 mil metros quadrados de fibrocimento, a instalação de cerca de mil painéis fotovoltaicos e a substituição de gás natural por biomassa, assim como a substituição de sistemas de iluminação convencionais por tecnologia LED.

Esta intervenção de três milhões de euros, segundo a UTAD, vai permitir diminuir em cerca de 70% as emissões de gases e diminuir a factura da energia bruta para metade.

«Casar instituições de diferentes áreas do saber, entre centros de produção do saber e a cidade, entre todos e a atividade económica é, no fundo, o que nós hoje vimos aqui e que é, aliás, uma ilustração perfeita daquilo que tem de ser a nossa estratégia de desenvolvimento no futuro», frisou.

O primeiro-ministro destacou também «o novo e aliciante desafio» que traz o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) com vista à criação de «alianças e agendas mobilizadoras» e que «implicam precisamente candidaturas que não podem ser apresentadas só por uma autarquia ou só por uma universidade ou só por uma empresa».

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«Mas tem que ser apresentadas em conjunto numa verdadeira aliança», frisou.

António Costa afirmou ainda que esta região do país que se «habituou a ser tratada por Interior» tem «que romper essa barreira de se interiorizar em si própria» e afirmar-se «com uma centralidade essencial para que o país possa ser externamente competitivo e internamente coeso».

«Simbolicamente já se rasgou o Marão com um túnel e é preciso rasgar o Marão que ainda está nas cabeças de muitos de nós», afirmou, referindo-se à construção do túnel rodoviário que atravessa a serra do Marão.

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