Universidade Nova de Lisboa e universidade em Macau querem lançar cursos em nanotecnologia

A Universidade Nova de Lisboa (UNL) e a Universidade de Ciência e Tecnologia de Macau (MUST, na sigla em inglês) querem lançar programas conjuntos em nanotecnologia.

Human Resources com Lusa
29 de Setembro 2026 | 16:40
Universidade Nova de Lisboa e universidade em Macau querem lançar cursos em nanotecnologia

Em Abril, o Instituto de Nanoestruturas, Nanomodelação e Nanofabricação (i3N) da UNL inaugurou o Laboratório Conjunto Sino-Português de Optoelectrónica, que ficou sediado em Macau.

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Elvira Fortunato e o marido, Rodrigo Martins, coordenador do i3N-NOVA, voltaram à região chinesa, onde chegaram a acordo com a MUST para a formação de estudantes, a partir do laboratório conjunto.

A universidade chinesa quer enviar para a UNL, a partir do próximo ano lectivo, 2027/2028, alunos de mestrado e de doutoramento “com supervisão conjunta”, explicou Fortunato.

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A cientista sublinhou que o Instituto de Ciências e Engenharia de Materiais da MUST tem, “este ano, pela primeira vez” 87 alunos de licenciatura na área das nanotecnologias.

Um programa que é “único aqui em Macau e não há muitos no mundo”, acrescentou a antiga ministra portuguesa da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (2022-2024).

A UNL não tem uma licenciatura similar, mas Rodrigo Martins acredita que será possível uma adaptação, com os alunos de Macau a estudarem um ou dois anos em Lisboa.

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O também presidente da Academia Europeia de Ciências acredita que já em 2027 a i3N-NOVA poderá receber entre 20 a 30 alunos de licenciatura da MUST, entre 10 a 15 de mestrado e entre cinco e dez de doutoramento.

“A ideia é trazermos também professores para aqui, em períodos curtos”, explicou o cientista, para desenvolver projectos de investigação, que possam ainda “apoiar a formação dos alunos de doutoramento”.

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Martins defende ainda que abrir as portas a alunos de licenciatura da MUST pode permitir à UNL “fazer uma internacionalização”, uma vez que Macau “vai fazer a ponte, provavelmente, no futuro, com a China”.

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O reitor do Instituto de Ciência e Engenharia de Materiais da MUST admitiu à Lusa estar entusiasmado porque os alunos “poderão aceder a excelentes oportunidades educacionais em Portugal”.

O objectivo, explicou Lee Shuit-Tong, é que «a próxima geração de cientistas chineses tenha o benefício desta formação multicultural e científica e tecnológica de ponta», em Lisboa.

No sentido contrário, o reitor espera a também ida para Macau de alunos da UNL, tanto portugueses como de outros países lusófonos, em uma “excelente plataforma para promover tanto a educação como a investigação”.

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No futuro, Lee espera que a colaboração leve à criação em cursos em co-tutela, em que os alunos receberiam diploma das duas instituições. “Gostaríamos que fosse de co-tutela e penso que os estudantes também”, explicou.

A MUST vai pedir autorização ao Governo de Macau para avançar com programas conjuntos e Lee, membro da Academia Chinesa de Ciências, disse estar optimista sobre a resposta.

«Este é também o desejo tanto do Governo de Macau como também do país. Porque Macau tem uma missão muito específica de ser uma espécie de janela da China para o mundo, particularmente na área da ciência e da tecnologia», explicou Lee Shuit-Tong.

Durante a passagem pela China, Elvira Fortunato soube que foi distinguida com o Prémio de Amizade Chinês, um dos mais prestigiados reconhecimentos atribuídos por Pequim a personalidades estrangeiras.

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A cerimónia de entrega do prémio a Fortunato terá lugar em Pequim, em 30 de Setembro, precisamente um ano depois de ter sido a marido Rodrigo Martins a receber a mesma distinção.

O prémio criado em 1950 já foi entregue a cerca de duas mil pessoas, mas Elvira Fortunato e Rodrigo Martins são o primeiro casal a conquistá-lo.

«É um orgulho muito grande, não só para nós, mas em cima de tudo, também para Portugal», disse Elvira Fortunato.

Rodrigo Martins confessou que deverá aprofundar ainda a colaboração com a China, após se jubilar, o que irá acontecer já em Setembro, tornando-se coordenador de um outro laboratório sino-europeu.

O Laboratório Conjunto de Materiais Electrónicos China-União Europeia nasceu em Hefei, capital da província de Anhui, no leste da China, e, no lado europeu, é liderado pela UNL.

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