Usa comboio para ir trabalhar? CP começa hoje uma greve (que se vai estender até ao Carnaval). E não há serviços mínimos

Human Resources
8 de Fevereiro 2023 | 07:50
Usa comboio para ir trabalhar? CP começa hoje uma greve (que se vai estender até ao Carnaval). E não há serviços mínimos

A CP – Comboios de Portugal alertou para «fortes perturbações» na circulação, entre 8 e 21 de Fevereiro, em todos os serviços, devido às greves convocadas por vários sindicatos.

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«Informamos que, por motivo de greves, convocadas pelos Sindicato Nacional dos Maquinistas dos Caminhos de Ferro Portugueses (SMAQ), Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário (SNTSF) e Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante (SFRCI), para o período compreendido entre as 00h00 do dia 8 de Fevereiro de 2023 e as 24h00 do dia 21 de Fevereiro de 2023, ocorrerão fortes perturbações na circulação, em todos os serviços, entre os dias 8 e 17 de Fevereiro», comunicou a CP, em nota publicada no site.

A empresa indicou também que a informação será actualizada, caso venham a ser definidos serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral.

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«Aos clientes que já tenham bilhetes adquiridos para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, será permitido o reembolso, no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação gratuita para outro comboio da mesma categoria e na mesma classe», acrescentou a CP, lamentando os incómodos causados.

A Fectrans anunciou, no dia 25 de Janeiro, que os trabalhadores da CP e da Infraestruturas de Portugal (IP) vão estar em greve no dia 9 de Fevereiro, devido à falta de resposta às propostas de valorização salarial.

«A direcção do SNTSF/Fectrans em reunião hoje realizada decidiu enviar um pré-aviso de greve à CP, à IP-Infraestruturas, à IP-Telecom, à IP-Património e à IP-Engenharia, para o dia 9 de Fevereiro, com a duração de 24 horas», lê-se numa nota divulgada.

Em causa está a falta de resposta das duas empresas às propostas de valorização salarial. Para os sindicatos, as propostas entregues «ficam muito aquém» dos valores necessários para que seja reposto o poder de compra dos trabalhadores.

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«O Tribunal Arbitral do Conselho Económico e Social não decretou serviços mínimos para este período de greves”, lê-se num comunicado enviado pela CP — Comboios de Portugal.

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