Os trabalhadores do Metro de Lisboa cumprem hoje e na próxima quinta-feira uma nova greve parcial, entre as 05h00 e as 09h30, dado que as negociações salariais com a empresa têm falhado, prevendo-se a paralisação do serviço.
“A greve não é só contra o congelamento salarial, vamos mais longe. Defendemos uma total reposição de efetivos, que está por cumprir”, explicou, em declarações à agência Lusa, Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS).
Segundo a sindicalista, as negociações “vão além da matéria salarial”, sublinhando a importância do “preenchimento imediato do quadro operacional e as progressões na carreira”.
“Na reunião que tivemos com o ministro do Ambiente e da Transição Energética [João Matos Fernandes, que tutela os transportes urbanos], o responsável assumiu duas das nossas reivindicações quanto aos trabalhadores da área da manutenção e a prorrogação da vigência do Acordo de Empresa (AE)”, disse Anabela Carvalheira.
No entanto, segundo a sindicalista, o conselho de administração da empresa “ainda não colocou em cima da mesa as restantes matérias”.
O pré-aviso de greve foi entregue em 06 de Outubro “devido à falta de respostas às questões colocadas, quer em reuniões com o ministro do Ambiente, quer com o presidente do ML- Metropolitano de Lisboa”.
A greve de terça e quinta-feira ocorre entre as 05h00 e as 09h30, para a generalidade dos trabalhadores, e das 09h30 às 12h30 para o sector administrativo e técnico, de acordo com o sindicato.














