Uso de IA nas candidaturas leva empresas a mudar de abordagem nos processos de recrutamento

Human Resources
25 de Julho 2025 | 09:40

No Reino Unido, metade dos recém-licenciados está a usar a IA para se candidatar a novas vagas, levando algumas empresas a realizar mais entrevistas presenciais para obter informações verdadeiras, reporta a Korn Ferry.

 

Um novo estudo mostra que a percentagem de recém-licenciados à procura de emprego que usam a IA para escrever as suas candidaturas aumentou em relação aos 38% em 2024 e muitos profissionais de RH acreditam que o número é ainda maior.

«As pessoas são muito cautelosas em revelar que estão a utilizar a IA, porque alguns empregadores não respondem bem», explica Bryan Ackermann, head of AI strategy and transformation da Korn Ferry.

As vantagens de se candidatar com IA são bem conhecidas. Além de aumentar o número de candidaturas a emprego que uma pessoa pode apresentar, pode contornar os filtros de contratação automatizados que as empresas utilizam — e pelos quais os candidatos têm de passar. «O candidato pode utilizar a IA para obter dados e moldar a sua candidatura», afirma Tim Manasseh, Senior partner da Korn Ferry para a EMEA, para produtos de consumo globais.

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O resultado teve um impacto profundo nos departamentos de RH. «Agora, as pessoas estão mais cautelosas do que nunca com os currículos criados por IA», afirma Manasseh.

Perante a dificuldade em diferenciar os candidatos, porque quase qualquer pessoa com um portátil pode utilizar a IA para escrever uma carta, um artigo ou um currículo convincente, os recrutadores estão a solicitar entrevistas presenciais para descobrir quem realmente possui as competências necessárias para a vaga.

«Isto é particularmente verdade no contexto dos materiais de candidatura», afirma Matthew Atkinson, líder da área de Avaliação e Sucessão da Korn Ferry no Reino Unido e Irlanda.

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Algumas empresas estão a supervisionar entrevistas e testes realizados pelo Zoom para obter uma avaliação mais clara do candidato. Estas ferramentas confirmam que é realmente um ser humano a realizar uma avaliação, que não há mais ninguém na sala e que não estão a olhar para outro ecrã, afirma Benjamin Frost, Senior partner da Korn Ferry para a EMEA.

Algumas organizações adoptaram uma abordagem diferente, testando a capacidade do candidato para trabalhar com e sem ferramentas de IA. «Durante o recrutamento, os candidatos serão certamente testados na parte de IA e na parte sem IA», diz Ackermann.

A longo prazo, os recrutadores temem que a utilização da IA possa reduzir ou degradar as competências dos profissionais. No entanto, alguns especialistas acreditam que tudo se resume à forma como a IA é utilizada. Usá-la apenas como ferramenta pode aumentar as capacidades humanas.

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