Devido à COVID-19, as plataformas de comunicação online tornaram-se ainda mais essenciais, para as interacções pessoais e comerciais com o resto do mundo, e a plataforma Zoom é uma das mais populares. Se a usa, deve ter alguns cuidados.
Há poucos meses a Check Point Software descobriu uma vulnerabilidade nesta aplicação, que permitia a um cibercriminoso espiar conversas que eram tidas através deste serviço e ter acesso a todos os ficheiros (áudio, vídeo, ou qualquer outro tipo de documento) que fossem partilhados durante a reunião.
Nesse sentido, a Check Point Software destaca cinco cuidados para garantir um uso seguro da aplicação Zoom, durante o período de teletrabalho.
1. Actualizar o software
Para manter os mais elevados níveis de segurança, é importante assegurar que está a usar a última versão disponível do programa, bem como realizar actualizações de forma. Ao fazê-lo, não só obtém novas opções e funcionalidades, como também instala pacotes de segurança para colmatar falhas de segurança detectadas.
A oportunidade para os cibercriminosos atacarem não se limita ao momento em que se produz a vulnerabilidade, esta permanece activa até que os utilizadores executem a actualização do software e recebam os pacotes dos produtos da empresa para fazer frente às ameaças. Isto significa que os utilizadores que não actualizaram o software continuam vulneráveis.
2. Utilizar um nome de utilizador e uma password
A investigação da Check Point relativa à segurança do Zoom mostrou como um atacante podia adivinhar números aleatórios assignados às URL de uma conferência e penetrar nelas sem alertar os anfitriões. Isto acontecia em conversações estabelecidas sem password, o que uma vez mais demonstra a importância de utilizar password como primeiro nível de segurança. Após a resolução desta falha, a Zoom adoptou novas medidas, utilizando passwords de forma automática em todas as reuniões programadas. A combinação da password e o número de chamada é sinónimo de protecção.
3. Utilizar formas seguras de convidar os participantes
Esta aplicação oferece formas distintas de convidar novos participantes, como copiar o URL da chamada e partilhar com qualquer contacto. Esta opção não requer password para entrar, o que significa oferecer poucas garantias. Por este motivo, os especialistas da Check Point recomendam utilizar sempre o método seguro, que inclui o envio do identificador de chamadas e a password da chamada, bem como conectar-se ao Zoom através de SSO (Single Sign On) para um maior nível de segurança.
4. Gerir o acesso dos participantes
O administrador da conversação pode decidir quem pode usar a sua câmara e o seu microfone clicando em “Administrar participantes”. Outra forma de controlar quem entra na chamada é a opção de “Waiting room” em que um gestor de chamadas cria uma ‘sala de espera’ através da qual os participantes podem conectar-se, mas só se o gestor de chamadas confirmar os participantes um por um ou em grupo. Isto pode ser feito no menú de arranque “advanced options” quando se pretende programar uma chamada.
5. Assumir que o Zoom não oferece privacidade absoluta
Esta aplicação permite gravar chamadas de vídeo e exportar quando termina a chamada. É uma ferramenta muito útil, quando se quer partilhar informação com outras pessoas que não puderam assistir à reunião. Isto também pressupõe um problema, já que qualquer um pode exportar a gravação, o ficheiro pode cair nas mãos erradas.
Para reduzir riscos, o administrador de chamadas pode decidir que participantes podem gravar a chamada através da opção “Allow Record”. Isto só protege do uso indevido da aplicação, mas pode-se utilizar algum software externo para gravar a conversação, porque não é possível garantir a 100% a privacidade.














