Utiliza o Zoom no teletrabalho? Não descure estas regras de segurança

Margarida Lopes
27 de Março 2020 | 08:20

Devido à COVID-19, as plataformas de comunicação online tornaram-se ainda mais essenciais, para as interacções pessoais e comerciais com o resto do mundo, e a plataforma Zoom é uma das mais populares. Se a usa, deve ter alguns cuidados.

 

Há poucos meses a Check Point Software descobriu uma vulnerabilidade nesta aplicação, que permitia a um cibercriminoso espiar conversas que eram tidas através deste serviço e ter acesso a todos os ficheiros (áudio, vídeo, ou qualquer outro tipo de documento) que fossem partilhados durante a reunião.

Nesse sentido, a Check Point Software destaca cinco cuidados para garantir um uso seguro da aplicação Zoom, durante o período de teletrabalho.

 

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1. Actualizar o software
Para manter os mais elevados níveis de segurança, é importante assegurar que está a usar a última versão disponível do programa, bem como realizar actualizações de forma. Ao fazê-lo, não só obtém novas opções e funcionalidades, como também instala pacotes de segurança para colmatar falhas de segurança detectadas.

A oportunidade para os cibercriminosos atacarem não se limita ao momento em que se produz a vulnerabilidade, esta permanece activa até que os utilizadores executem a actualização do software e recebam os pacotes dos produtos da empresa para fazer frente às ameaças. Isto significa que os utilizadores que não actualizaram o software continuam vulneráveis. 

 

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2. Utilizar um nome de utilizador e uma password
A investigação da Check Point relativa à segurança do Zoom mostrou como um atacante podia adivinhar números aleatórios assignados às URL de uma conferência e penetrar nelas sem alertar os anfitriões. Isto acontecia em conversações estabelecidas sem password, o que uma vez mais demonstra a importância de utilizar password como primeiro nível de segurança. Após a resolução desta falha, a Zoom adoptou novas medidas, utilizando passwords de forma automática em todas as reuniões programadas. A combinação da password e o número de chamada é sinónimo de protecção.

 

3. Utilizar formas seguras de convidar os participantes
Esta aplicação oferece formas distintas de convidar novos participantes, como copiar o URL da chamada e partilhar com qualquer contacto. Esta opção não requer password para entrar, o que significa oferecer poucas garantias. Por este motivo, os especialistas da Check Point recomendam utilizar sempre o método seguro, que inclui o envio do identificador de chamadas e a password da chamada, bem como conectar-se ao Zoom através de SSO (Single Sign On) para um maior nível de segurança.

 

4. Gerir o acesso dos participantes
O administrador da conversação pode decidir quem pode usar a sua câmara e o seu microfone clicando em “Administrar participantes”. Outra forma de controlar quem entra na chamada é a opção de “Waiting room” em que um gestor de chamadas cria uma ‘sala de espera’ através da qual os participantes podem conectar-se, mas só se o gestor de chamadas confirmar os participantes um por um ou em grupo. Isto pode ser feito no menú de arranque “advanced options” quando se pretende programar uma chamada.

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5. Assumir que o Zoom não oferece privacidade absoluta
Esta aplicação permite gravar chamadas de vídeo e exportar quando termina a chamada. É uma ferramenta muito útil, quando se quer partilhar informação com outras pessoas que não puderam assistir à reunião. Isto também pressupõe um problema, já que qualquer um pode exportar a gravação, o ficheiro pode cair nas mãos erradas.

Para reduzir riscos, o administrador de chamadas pode decidir que participantes podem gravar a chamada através da opção “Allow Record”. Isto só protege do uso indevido da aplicação, mas pode-se utilizar algum software externo para gravar a conversação, porque não é possível garantir a 100% a privacidade.

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