Três competências que tem (mesmo) de ter se quer ser um grande líder

Human Resources com Lusa
6 de Outubro 2025 | 12:50

Ter um cargo com a palavra “gestor” ou “director” nem sempre torna alguém um líder. Gestão é um cargo atribuído, que define funções e responsabilidades, numa empresa e para com uma equipa, mas ser líder é muito mais do que isso. A coach de executivos e empreendedores, Sara Sabin, revela à Fast Company as três competências essenciais a desenvolver para ser um grande líder.

Existem competências essenciais que os gestores também precisam de desenvolver (e nas quais qualquer pessoa pode trabalhar) para se tornarem líderes eficazes, o que, por sua vez, torna qualquer profissional um melhor gestor.

Uma competência crucial de liderança é ser capaz de compreender a visão geral e traduzi-la para uma equipa. A “big picture” e a estratégia por trás dela devem determinar os objectivos pelos quais os gestores trabalham. Além disso, o contexto aumenta a motivação. Quando sabemos o “porquê” de algo, é provável que o tentemos atingir de forma mais significativa.

Esse contexto também torna os profissionais mais criteriosos sobre se as metas estabelecidas aproximam a equipa da sua visão. Portanto, os gestores devem manter-se actualizados sobre o panorama geral, reflectir sobre ele e, mais importante, compreender como influencia o que a sua equipa está a fazer.

Em segundo lugar, a escuta activa é uma competência de liderança fundamental. Estudos sugerem que, em 2020, no início da pandemia, o employee engagement nos Estados Unidos atingiu um nível recorde. Isso coincidiu com uma nova forma de liderar, sem os “polimentos”, os factos e gravata caros e as torres de marfim.

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Os líderes foram honestos sobre o que não sabiam. E ouviam activamente os colaboradores que lidavam com o cliente. Muitos líderes de sucesso queriam genuinamente saber o que os trabalhadores pensavam e de que apoio necessitavam para poder fazer o seu trabalho. Ao ouvir, o gestor pode dar aos colaboradores o apoio de liderança de que realmente necessitam, em vez do que pensa que eles necessitam. Quando o gestor ouve os problemas ou incertezas dos trabalhadores, é mais provável que a sua equipa seja aberta e transparente e, portanto, apresente boas soluções para resolver os problemas, em vez de apontar o dedo.

Em terceiro lugar, é fundamental os grandes líderes dominarem a comunicação. A confiança é um elemento importante no employee engagement, com impacto nos resultados da empresa. É difícil confiar nos outros quando sente que está no escuro. Um gestor precisa de saber comunicar de forma influente, ajudando a equipa a ver o que é importante e quais são as prioridades, e não apenas distribuir uma lista de tarefas. Os gestores também devem compreender a intersecção entre o que a sua equipa deseja individualmente e o que a empresa precisa.

Quando não está claro para uma equipa o que se espera dela, é difícil sentir que o seu trabalho seja significativo. Por isso, os gestores devem fazer check-ins regulares e comunicar claramente as expectativas, bem como avaliar consistentemente o que está a correr bem e o que precisa de ser melhorado.

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Para realmente liderar uma equipa forte e de alto desempenho, deve ser gestor e líder.

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