Os dados mostram também um aumento significativo do valor atribuído: o valor anual médio por empresa passou de cerca de 4200 euros em 2021 para mais de 8.000€ em 2025, um crescimento de 91%.
Um benefício fiscal para apoiar trabalhadores com filhos
O Vale Infância, também designado por vale social de infância ou cheque creche, está regulado pelo Decreto-Lei n.º 26/99, de 28 de janeiro, e pode ser utilizado em creches e jardins de infância públicos, privados e do setor privado solidário, para crianças até aos 7 anos.
Para as empresas, o Vale Infância apresenta vantagens fiscais relevantes: o valor atribuído está isento de Taxa Social Única (23,75%) e beneficia de uma majoração de 40% em sede de IRC, não existindo um limite legal máximo para o valor atribuído.
Para os trabalhadores, o benefício permite receber este apoio com isenção de IRS e Segurança Social, funcionando como uma componente extra-salarial destinada a apoiar as despesas com cuidados infantis.
Num exemplo de uma mensalidade de creche de 300 euros, se um trabalhador receber esse valor via vencimento, recebe apenas 194,70€ líquidos, valor insuficiente para cobrir a despesa (considerando uma taxa de IRS de 24,1% e os 11% de Segurança Social). Emitindo um vale infância de 300 euros, que não é tributado, o trabalhador recebe o valor exacto e cobre a mensalidade na totalidade, tendo uma poupança de cerca de 105,30 euros face à primeira opção.
Tecnologia e consultoria lideram entre os setores identificados
Entre as empresas cuja atividade está identificada, IT Services lidera a utilização do Vale Infância, seguida de Consulting & Management, Healthcare, Manufacturing & Construction, Finance e Hospitality & Tourism. Estas indústrias estão também entre as que apresentam mais desafios na contratação e retenção de talento, o que poderá ajudar a explicar a maior utilização do benefício nestes sectores.
Um benefício que ganha importância na gestão de talento
A crescente utilização do Vale Infância surge num contexto de maior atenção das empresas à conciliação entre vida profissional e familiar e à necessidade de criar mecanismos de atração e retenção de talento.
«A evolução que estamos a observar mostra que o apoio às famílias está a ganhar espaço dentro das políticas de benefícios das empresas. O Vale Infância permite apoiar diretamente uma das despesas mais relevantes para muitos trabalhadores com filhos e, simultaneamente, pode contribuir para a atração e retenção de talento», afirma Inês Odila, Country manager da Coverflex. «A combinação entre o enquadramento fiscal, a liberdade na definição do valor atribuído e a simplicidade de gestão torna este benefício particularmente relevante para empresas de diferentes dimensões», acrescenta.
A Coverflex conta actualmente com uma rede de mais de 3000 creches, jardins de infância e escolas ou instituições de educação parceiras. Os beneficiários podem também sugerir novas instituições para integração na rede, sem custos associados.
Empresas podem complementar a resposta pública às famílias
O papel das empresas no apoio às famílias ganhou também relevância no debate público em 2026. A Assembleia da República aprovou uma resolução que recomenda ao Governo o reforço dos benefícios fiscais para empresas que criem creches destinadas aos filhos dos trabalhadores.
A discussão surge num contexto em que o tecido empresarial português é maioritariamente composto por pequenas e médias empresas, tornando menos viável para muitas organizações criar estruturas próprias de apoio à infância.
Neste sentido, benefícios como o Coverflex Infância permitem às empresas apoiar directamente os trabalhadores com filhos sem necessidade de criar uma infraestrutura própria.
«Num tecido empresarial dominado por PME, nem todas as empresas têm escala ou condições para criar uma creche própria. Soluções como o Vale Infância permitem que mais empresas participem nesta resposta, adaptando o apoio à sua realidade e às necessidades dos seus trabalhadores», conclui Inês Odila.
















