Vila Galé: Formar competências técnicas e na área de liderança

A formação é, desde há muito tempo, uma prioridade para o Grupo Vila Galé, e nem a pandemia a travou.

O Grupo Vila Galé dispõe de uma academia de formação criada em 2009 e que, desde o ano passado, é certificada pela DGERT em três áreas. Esta academia está estruturada em quatro eixos: Descobrir, com formações de identidade corporativa; Sentir, com formações sobre atendimento ao cliente; Garantir, com formações técnicas específicas para cada área, por exemplo, línguas, HACPP, higiene e segurança alimentar; e Evoluir, com formações na área de liderança. Joana Ferreira, coordenadora de Recursos Humanos do Grupo Vila Galé, falou com a Human Resources Portugal sobre a estratégia de formação da empresa.

 

Com todas as transformações que ocorreram nos últimos dois anos, o que mudou em matéria de formação e se mantém para o futuro?
Durante os últimos dois anos não parámos de dar formação. Pelo contrário, mesmo apesar da actividade turística ter practicamente parado devido à pandemia, uma das preocupações da Vila Galé foi garantir que, mesmo estando em casa, os seus colaboradores utilizavam o seu tempo frequentando formações. Por esse motivo, em 2020 demos, aproximadamente, 27 mil horas de formação online e, em 2021, demos, aproximadamente, 42 mil horas de formação online.

Este ano estamos a retomar as formações presenciais que, acreditamos, têm um impacto muito mais positivo nas pessoas. Ainda assim, no futuro, a nossa academia terá, em simultâneo, uma vertente de e-learning, que passará por oferecer alguns conteúdos específicos para complementar as formações presenciais.

Paralelamente, criámos no ano passado um projecto imersivo de formação, que denominámos VG Academy Week. Nesta iniciativa, um grupo de colaboradores recebe, durante uma semana, formação intensiva específica do seu departamento, que é dada pelos diferentes directores de departamentos, mas também por formadores de empresas parceiras ou fornecedores, nomeadamente, Diversey, Aviludo, Clarins, Pernoit Richard, Garrafeira Soares, entre outros. Além da formação, é um momento de partilha de experiências e vivências entre os vários colaboradores.

 

No Grupo Vila Galé a formação é um instrumento para formar que tipo de competências e com que objectivos?
Na Vila Galé, a formação serve sobretudo para formar competências técnicas e na área de liderança. Tem como objectivo transmitir os standards e procedimentos específicos de cada secção e, em simultâneo, promover o desenvolvimento profissional e pessoal dos colaboradores.

 

A formação tem sido igualmente utilizada para projectos de upskill ou mesmo reskill?
Sim. Grande parte das nossas acções são actualizadas anualmente de forma a ir ao encontro das necessidades dos nossos colaboradores. Outra das iniciativas que fazemos, por exemplo na área da liderança, é dar formações nesta área a colaboradores identificados como potenciais líderes e que, num futuro próximo, terão a possibilidade de progredir para uma função de liderança. Desta forma garantimos que, no momento da sua progressão, já possuem algumas competências que são fundamentais para a organização e para sua carreira.

 

A actualização regular de conhecimentos é importante para o vosso negócio?
Obviamente que sim porque, tal como outros sectores, este está em permanente actualização e desenvolvimento. Além disso, com o projecto de expansão do grupo, é essencial que as nossas equipas se mantenham actualizadas e que acompanhem esse desenvolvimento.

 

Quais são os grandes desafios que se apresentam ao Grupo Vila Galé no âmbito da formação?
Os nossos maiores desafios dizem respeito à formação presencial. Acreditamos que é fundamental que se mantenha, mas, dada a dimensão do grupo, a presença em Portugal e no Brasil, e a abertura consistente de novos hotéis, torna-se complicado garantir que todos os colaboradores frequentam as acções em tempo útil.

 

Que tipo de acções ou programas de formação são propostos aos colaboradores e em que áreas?
Conforme referido anteriormente, temos ofertas formativas em várias áreas, nomeadamente: formações sobre identidade corporativa onde damos a conhecer a nossa empresa, valores, cultura, programas internos e benefícios; na área do atendimento ao cliente e vendas; línguas (inglês, francês e alemão); formações na área de bar e vinho, com foco nas marcas do grupo Santa Vitória e Val Moreira; HACPP, Segurança e saúde no trabalho e higiene e segurança alimentar; formações na área de liderança e coaching e formações técnicas sobre standards e procedimentos internos específicos para cada secção. O planning anual de formação é fechado em Agosto e tem em conta o diagnóstico de necessidades formativas preenchido pelos colaboradores, bem como as oportunidades de melhoria apresentadas no plano de desenvolvimento pessoal.

 

Qual a receptividade dos colaboradores a estes programas de formação?
De acordo com o diagnóstico de necessidades formativas aplicado este ano aos nossos colaboradores, 73% sentem-se muito satisfeitos com as formações recebidas e 93% afirmam que conseguem colocar em práctica os conhecimentos adquiridos.

 

Como avaliam o sucesso da formação dos vossos colaboradores?
O sucesso da formação é avaliado através de um questionário no fim de cada acção, mas também num diagnóstico anual de necessidades formativas dirigido a todos os colaboradores. E ainda no Cool Staff, estudo que avalia o clima organizacional que também é aplicado anualmente. Adicionalmente, conseguimos constatar e confirmar o sucesso das várias acções de formação através do desempenho e do trabalho prático no dia-a-dia dos colaboradores. Observamos que passam a pôr em prática os conhecimentos e competências adquiridas.

 

De que forma a formação tem impacto no negócio do Grupo?
O sucesso de um negócio e de uma empresa faz-se, em grande medida, graças às pessoas que ali trabalham. Acreditamos que a formação, ao ajudar no desenvolvimento pessoal e profissional dos nossos colaboradores, é uma forma de estes se sentirem valorizados e, consequentemente, transmitirem essa valorização e felicidade aos nossos clientes.

 

Que objectivos, em matéria de formação, pretendem atingir até ao final do ano?
Até ao final do ano, os nossos objectivos passam por implementar a plataforma e-learning nas unidades, cujos conteúdos estamos agora a desenvolver. Por outro lado, vamos também introduzir um modelo de formações onboarding aplicado logo no primeiro dia de entrada dos novos colaboradores.

 

Este artigo faz parte do Caderno Especial “Formação” publicado na edição de Junho (n.º 138) da Human Resources.

Caso prefira comprar online, tem disponível a versão em papel e a versão digital.

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