Vistos de migração regulada aumentam “20 a 30%” ao mês

O ministro da Presidência afirmou que o protocolo de migração regulada tem tido uma adesão crescente das empresas, com mais 20 a 30% de pedidos por mês e um total de quase seis mil vistos concedidos.

Human Resources com Lusa
28 de Maio 2026 | 19:20
Vistos de migração regulada aumentam “20 a 30%” ao mês

Falando na Comissão Parlamentar dos Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, António Leitão Amaro explicou que, até ao momento, foram feitos 8435 pedidos de vistos de emprego, ao abrigo do protocolo de migração regulada, que exige resposta em 21 dias.

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Destes, foram já concedidos 5883 vistos em 40 postos consulares, explicou, salientando que cerca de 3000 correspondem ao sector da agricultura e 1179 na construção civil, setores tradicionalmente mais carenciados de mão-de-obra.

Num anterior balanço de um ano do protocolo, tinham sido aprovados .328 vistos até então, a partir dos pedidos das associações empresariais, segundo o Governo.

O Protocolo de Cooperação para a Migração Laboral Regulada foi uma solução concretizada no ano passado para acelerar a atribuição dos vistos de trabalho a imigrantes nos países de origem, com recurso à rede diplomática portuguesa.

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Com o fim da manifestação de interesse, um recurso jurídico que permitia autorização de residência de quem entrasse no país sem visto laboral, o visto de trabalho passou a ser a única forma de estar legal em Portugal através de contratação para um emprego.

Em troca da maior celeridade na atribuição dos vistos, os patrões comprometem-se a assegurar residência e meios de integração dos imigrantes, nomeadamente formação e ensino da língua portuguesa.

No que diz respeito aos números dos vistos de trabalho, o governo registou um aumento total, passando de até 20 mil por ano para 50 mil anuais, o que provocou um aumento total dos vistos consulares para “60 e tal mil”, explicou o ministro da Presidência.

Sobre o reagrupamento familiar, uma reivindicação dos partidos de esquerda, Leitão Amaro recordou que Portugal aprovava “20 mil casos por ano” e apenas “quando o tribunal mandava”, porque as “portas estavam fechadas” e, só este ano, “já foram feitos 55 mil agendamentos, com 35 mil atendimentos”.

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