Muitos dos que permaneceram são agora forçados a realizar o trabalho de treinar modelos de IA, uma tarefa semanal repetitiva que já está a levar alguns deles à loucura, reporta a Futurism.
Num memorando interno aos trabalhadores na semana passada, Zuckerberg tentou animá-los, mas falhou em perceber o clima do momento. O bilionário prometeu realizar um hackathon de IA para toda a empresa em Julho, mas foi brutalmente rejeitado pelos colaboradores que não ficaram minimamente entusiasmados com a ideia.
A Meta costumava organizar hackathons regularmente, mas, dado o anúncio de despedimentos do mês passado, a recepção foi extremamente fria. «Estou literalmente preocupado em cuidar da minha equipa», escreveu um colaborador numa mensagem interna citada pela Wired. «Não tenho incentivo e muito menos tempo para participar nisso.»
«Não tenho a certeza se esta empresa ainda apoia uma cultura de hackathon», acrescentou outro, salientando que «as pessoas estão a ser solicitadas a cobrir mais trabalho com menos apoio enquanto os seus colegas são despedidos».
Zuckerberg ofereceu aos colaboradores o acesso a mesas fixas, um gesto simbólico que, involuntariamente, ilustrou o quão descartáveis muitos deles se tornaram. Muitos trabalhadores da Meta têm trabalhado em “mesas partilhadas”, um esquema controverso que envolve vários colegas a partilhar a mesma secretária.
A empresa continua a lutar para lançar novos e melhores modelos de IA à medida que a concorrência avança cada vez mais na corrida pela inteligência artificial.
No seu memorando, Zuckerberg previu que dias ainda mais difíceis podem estar para vir, apesar de prometer adiar quaisquer despedimentos futuros até ao final do ano.














