Esta formação (online) vai ajudar os revisores de contas a lidar com os impactos da COVID-19

Margarida Lopes
14 de Outubro 2020 | 14:30

Consciente dos potenciais impactos que a COVID-19 gera na auditoria, a Ordem dos Revisores Oficiais de Contas (OROC) organiza nos dias 27 e 28 de Outubro 5 e 6 de Novembro, uma formação online para auxiliar os revisores no desenvolvimento dos seus trabalhos.

 

Ao mesmo tempo lança um conjunto de orientações técnicas e recomendações para os auditores face aos riscos (factores acrescidos de fraude, probabilidade de distorção material, entre outros) e desafios (desde a redefinição de mercados alvo à dificuldade de obtenção de informação) gerados pela pandemia.

A formação, que se destina a Revisores Oficiais de Contas e seus colaboradores, membros estagiários, membros de órgãos de fiscalização, reguladores, consultores, advogados, jurisconsultos, outros técnicos e profissionais interessados tem como objectivo destacar alguns dos aspectos que o auditor deve ter em conta no desenvolvimento da sua actividade.

A iniciativa surge na sequência de diversos encontros e publicações que a OROC realizou sobre os potenciais impactos da COVID-19 na auditoria e é uma oportunidade de destacar tais matérias e discutir abordagens que podem ser mais apropriadas às actuais circunstâncias. Exemplo dessas abordagens são as orientações e recomendações face aos riscos e desafios gerados pela pandemia.

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«A Ordem reconhece, e todos os auditores reconhecem, que a nossa actuação se faz no interesse público e que a qualidade da auditoria continua a ser, nas actuais circunstâncias difíceis, uma preocupação constante», afirma o Bastonário da OROC. José Rodrigues de Jesus, ressalva, contudo, o facto de «uma auditoria não poder prever os factores desconhecidos ou todas as possíveis implicações futuras para uma empresa. E esse é particularmente o caso em relação à COVID-19».

Neste contexto de instabilidade e incerteza, ao qual se acrescenta ainda empresas a descontinuarem ou a reconverterem a sua actividade, a OROC defende que o auditor reforce o ceticismo profissional e exerça o julgamento com ponderação para avaliar se existe indício de incerteza material sobre a capacidade de uma empresa prosseguir atividade.

Para o Bastonário da OROC, José Rodrigues de Jesus, este é um «um momento de definição de respostas e implantação de novos processos entre gestores e auditores, fazendo uso das normas já em vigor e procurando colocar em prática processos adicionais de controlo e revisão».

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