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Eneagrama: Como lidar melhor com as pessoas?
O Eneagrama, ferramenta no âmbito da psicologia e que é cada vez mais utilizada e aplicada à gestão e capacitação de pessoas, ajuda a compreender e a intervir neste âmbito.
Por António Cordeiro – autor, professor certificado e profissional acreditado em Eneagrama pela International Enneagram Association
O eneagrama é um conhecimento milenar, com base em aspectos simbólicos, que começou a ser descodificado no âmbito da psicologia, a partir dos anos 50 do século passado, pelo filosofo boliviano Oscar Ichazo e complementado pelo psiquiatra chileno Claudio Naranjo, professor na Universidade da Califórnia em Berkeley.
Desde aí, o sistema foi sendo desenvolvido, sobretudo ligado a departamentos de psicologia de universidades norte-americanas, tendo sido muito importante no programa Apolo e posteriores da NASA, sobretudo a partir dos trabalhos da Universidade de Stanford.
A localização desta reputada escola – no Sillicon Valley – foi fundamental para a aplicação e divulgação do Eneagrama no mundo corporativo a partir dos anos 80/90, com o advento da internet, a ponto de actualmente a Fundação Bill & Melinda Gates utilizarem este conhecimento no apoio ao desenvolvimento pessoal e profissional de quadros seus. A nível europeu, é de destacar o trabalho desenvolvido a partir da Universidade de Lovaina (Bélgica), nos países nórdicos, sobretudo na Dinamarca e Finlândia, e também na vizinha Espanha.
O eneagrama como um GPS
Costumo comparar o eneagrama a um GPS: quando ligamos este aparelho, ele vai inicialmente informar-nos da nossa localização. Contudo, a principal função de um GPS não é saber a nossa localização mas sim indicar-nos o melhor trajecto para chegarmos a um destino pretendido (objectivo).
Com o eneagrama passa-se algo semelhante: a principal função não é tipificar a pessoa, mas sim definir qual o melhor caminho para atingir um determinado objectivo. Porém, para podermos trilhar a melhor rota e atingirmos algo que pretendemos, temos que saber exactamente onde estamos, ou seja, saber o nosso tipo de personalidade, de 1 a 9, de acordo com a teoria do Eneagrama.
Depois de definido o nosso tipo de personalidade, a informação inicial que o eneagrama encerra vai ajudar-nos a ficar mais conscientes e a compreender melhor os nossos potenciais directos, as nossas dificuldades, como reagimos quando estamos em stress ou quando nos sentimos seguros, tudo isto de uma forma dinâmica e relacional, tão profunda quanto pretendermos investir nesse conhecimento, de nós próprios e dos outros.
O eneagrama indica-nos três inteligências: a mental (QI), a emocional (QE) e a instintiva.
Leia o artigo na íntegra na edição de Novembro da Human Resources.