A utilização de contratos inteligentes que se executam automaticamente de acordo com um código premeditado serão cada vez mais frequentes, eliminando intermediários no mercado laboral. Esta é uma das previsões da análise Future First, realizada pela Michael Page em parceria com a Foresight Factory.
Nesta análise, que identifica as principais tendências do mercado de trabalho do futuro, prevê-se que o impacto do blockchain na força de trabalho seja acentuado nos próximos anos, uma vez que irá proporcionar novas formas de armazenar informação, de autenticar processos, e de o fazer de forma segura.
Assim, identificam as principais implicações para o mercado laboral:
Eliminação de intermediários: Os contratos com base em dados serão baseados em algoritmos em vez de pessoas. Desta forma, os intermediários vão ser cada vez mais pressionados a mostrar o seu valor e o seu papel poderá tornar-se dispensável.
Transparência integrada: Através de uma nova verdade que é tangível e mecanizada, as empresas terão um nível mais elevado de responsabilização. Os futuros colaboradores poderão ver uma empresa como ela realmente é, e a reputação vai ser decisiva na procura e retenção de talentos.
Reforço da economia de trabalho esporádico: Os contratos irão permitir o pagamento no acto. Desta forma, os trabalhadores independentes só realizam actividades quando existe procura pelos consumidores em vez de se vincularem a um único empregador. Este tipo de trabalho aumentou em 50% nos últimos 10 anos nos EUA, segundo uma investigação de L.Katz e A.Krueger.
O código é rei: A programação será uma competência cada vez mais valorizada nos serviços apoiados em blockchain e será integrado sem tomada de decisão presencial.
Irão também surgir novas estruturas corporativas que procuram a uniformidade entre o criador de valor e os beneficiários do mesmo. «Usando estruturas de token, as pessoas terão uma capacidade sem precedentes de serem os seus próprios chefes«, perspectiva-se.
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