Segundo o mais recente estudo do Grupo Adecco, «Resetting Normal ‘Defining the New Era of Work», o burnout tem sido um motivo de preocupação para toda a força de trabalho, e quatro em cada 10 profissionais acreditam que as organizações e os seus líderes devem focar-se no apoio à saúde mental dos seus colaboradores. Com milhares de portugueses de regresso de férias, é certo que muitos irão dar continuidade ao regime de trabalho à distância.
A Adecco Portugal alerta que é necessário que as organizações adoptem medidas de mitigação adequadas deste problema junto das suas pessoas e partilha quatro estratégias simples que podem ajudar a prevenir uma situação de burnout.
1. Seja um líder presente
A liderança deve permanecer visível e acessível e isso inclui o aumento da disponibilidade virtual, se necessário. Muitas ferramentas de reunião online, que têm sido o único veículo de comunicação entre as equipas em teletrabalho, não servem apenas para manter contactos formais. Se é um líder com um estilo de gestão inclusivo, que incentiva à participação e ao trabalho colaborativo, faz sentido falar one to one e informalmente com os membros da sua equipa, tal como acontece de forma natural num regime de trabalho presencial.
Não só pode avaliar o estado de espírito em que se encontram, perceber como levam o seu quotidiano neste regime de trabalho, como fazer perguntas de trabalho, apelar à participação na resolução de problemas, buscar ideias.
É muito importante para estabelecer o tom da liderança, mas é sobretudo uma forma de estar presente, de mostrar que se preocupa com o bem-estar das pessoas e de manter a motivação para buscar os seus contributos. Este contacto mais personalizado pode conduzir ao reconhecimento precoce de sinais de fadiga ou compromisso do bem-estar mental, permitindo-lhe agir antes do agravamento da situação.
2. Reconheça os sinais de aviso
O burnout pode manifestar-se de várias formas, incluindo a diminuição da satisfação e do empenho, a diminuição da produtividade, o aumento do conflito pessoal, e o desejo de desistir e de se desvincular. Os empregados podem não admitir que estão esgotados por receio de parecer uma falha pessoal ou um sintoma de falta de empenho, o que só agrava o seu estado mental. Para contornar este problema, os gestores astutos devem estar atentos a mudanças nas atitudes dos colaboradores que possam indicar um problema mais profundo de burnout.
3. Treinar para a resiliência
O treino individual aumenta a resiliência no trabalho, pelo que os gestores devem focar-se tanto os objectivos de trabalho, como na saúde individual dos membros das suas equipas. Assim, pode ser um excelente investimento nas pessoas a sua empresa dar acesso a sessões de coaching. Por vezes, uma conversa com um coacher pode ser determinante para o desenvolvimento e desbloqueio individual, que pode aumentar a satisfação e a motivação e, ao mesmo tempo, dá uma sensação de resiliência.
4. Reduza a carga de trabalho para evitar o esgotamento
Os profissionais de alto desempenho são-no por uma razão, assumem muito e conseguem muito. Mas, mesmo a pessoa mais produtiva pode atingir um ponto de ruptura. É muito importante saber reconhecer os primeiros sinais de stresse e aliviar os membros da equipa, que deem indícios de fadiga, de certas funções que podem ser reafetadas. Todos temos um número limitado de horas num dia e a produtividade sem esgotamento requer uma redução estratégica das actividades consumidoras de energia.














